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Procon-MG proíbe empresa de fabricar duas marcas de café

24 de setembro de 2020

A exportação de café no brasil alcançou 145,8 mil toneladas. / Foto: Marcelo Camargo/ABr.

PASSOS – O Procon-MG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), proibiu a empresa Santo Grão Cereais Eireli, sediada em Passos, no Sul de Minas, de fabricar o Café Brasil Tradicional e o Café Brasil Extra Forte. Análises feitas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) em amostras dos dois produtos teriam apontado a presença de elementos estranhos e não característicos do café. Os exames laboratoriais concluíram que as duas marcas de café continham entre 5,5% e 6% de paus e cascas na sua composição.

Uma única constatação como essa já é grave e traz danos ao consumidor, além de desequilibrar a relação de consumo, uma vez que o fornecedor usa de um artifício para misturar matérias que não condizem com o produto fornecido, aumentando o lucro e diminuindo sua qualidade”, afirmou o promotor de Justiça Jorge Alexandre de Andrade Rodrigues.

De acordo com o representante do MPMG, existem quatro processos administrativos abertos na Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Passos para apurar o fornecimento de produtos impróprios ao consumo envolvendo a marca Brasil.

Desde 2015, todas as análises feitas em amostras do produto apontaram impropriedades no Café Brasil. Dos dezesseis laudos, nove são de laboratórios oficiais”, afirmou o promotor de Justiça.

Na decisão administrativa de junho deste ano também foi determinada a apreensão do estoque de Café Brasil Tradicional e Café Brasil Extra Forte que for encontrado em estoque na empresa. Esses produtos apreendidos, segundo o Procon-MG, passaram recentemente por nova análise laboratorial que constatou a presença das impurezas.