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Procedimentos estéticos apresentam queda na pandemia

11 de novembro de 2020

Setores de depilação a laser e bronzeamento artificial foram prejudicados. / Foto: Divulgação

PASSOS – Em comparação ao ano passado, o setor de estética teve queda na busca e realização de tratamentos. Carla Vargas, gerente de um estabelecimento de depilação a laser, conta que, apesar de outubro ser um dos meses mais procurados, até então, 143 cadastros foram feitos no local. No mesmo período de 2019, o número chegou
a 1.770.

Apesar disso, ela diz que não se sente prejudicada com a crise do coronavírus. “De janeiro até o momento, 5.440 pessoas começaram a fazer o procedimento, mesmo com a pandemia. Como o ramo está em alta, ainda temos expectativa de crescimento acima do esperado neste ano. Não tivemos nenhum prejuízo, pois, como nossos tratamentos são também de saúde, não tivemos que parar e deixar os pacientes que estão em tratamento”, declarou. Em relação às pessoas que iniciaram os procedimentos, 20% são homens e 80%, mulheres.

Lais Cruz, de 19 anos, conta que estava fazendo o tratamento de depilação antes da pandemia e teve que lidar com a pausa do processo. “Fiquei a maior parte do ano sem fazer nada e agora que voltei. Nesse tempo, o difícil foi tentar me depilar em casa, então eu recorria aos métodos rápidos e indolores. Por isso, mesmo com a pausa, tento pensar no resultado em longo prazo e no quanto vai ser benéfico no futuro”, frisou.

A sócia-proprietária de um espaço de bronzeamento, Júlia Graciela Marques Pereira, também relata diferença no número de atendimentos. “Temos o retorno contínuo de mais de 80% de clientes. Neste mês, foram realizados, até o momento, 580 procedimentos de bronzeamento, e tivemos 5.200 cadastros neste ano. Agora já começa a alta procura para a primavera/verão e, com isso, é possível prever aumentos”, disse. Em 2019, houve 5.370 cadastros e, apenas em outubro, o total foi de 720.

Quanto ao prejuízo, Júlia afirma que houve perda durante a pandemia e que hoje tem redução de 50% nos atendimentos.

No começo da pandemia, ficamos um pouco prejudicados porque fechamos totalmente. Depois, a Vigilância foi flexibilizando os atendimentos e já estamos atendendo metade da quantidade de clientes por dia. Com essa redução de 50% dos atendimentos diários, seguindo todas as recomendações do Ministério da Saúde, prefeitura e afins, não sentimos muito os custos, pois já seguíamos rigorosamente os cuidados com a higiene, com os materiais, todos descartáveis, dos funcionários e das clientes”, completou a sócia.

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