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Presidente do Cruzeiro minimiza risco de rebaixamento com punições

16 de julho de 2021

Cruzeiro deve ser punido pela Fifa em função do calote no caso Riascos. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Na pior crise financeira da sua história, o Cruzeiro não encontra dinheiro para pagar as contas básicas, como salários e vencimentos de água e energia elétrica. Quando o assunto são as dívidas na Fifa, o clube não tem tido a quem recorrer e apenas espera as sanções. Neste mês, uma nova punição será aplicada à Raposa, agora pelo calote na contratação do atacante Riascos, em 2015.

Sobre o risco de rebaixamento em função de novas sanções na Fifa, o presidente Sérgio Santos Rodrigues tratou de minimizar essa possibilidade a curto prazo.

Aquilo que todo mundo fala de ir para a Série C, porque é uma consequência natural de gradação de pena do Al Wahda, do Denilson, que acarretou nos menos seis pontos na temporada passada, quando você toma a punição, inicia-se um novo processo para aplicar uma nova pena. Iniciou-se o processo que pode gerar esse rebaixamento, mas esse não tem prazo definido ainda para acabar ou estabelecido”, disse Sérgio, em entrevista à Rádio 98FM.

Como ainda não pagou cerca de R$ 5 milhões ao Al Wahda pela contratação de Denílson em 2016, o Cruzeiro corre risco de queda como uma nova punição da Fifa. O mesmo ocorre com o caso Arrascaeta, cuja dívida é de R$ 7 milhões com o Defensor, do Uruguai.

Tivemos essa do Defensor, do Arrascaeta. Agora, em meados de julho, acredito que semana que vem, entre outro transfer ban do Morélia relativo à aquisição do Riascos. Em um cenário próximo não temos nenhum outro julgamento”, disse Sérgio Santos Rodrigues.

O Cruzeiro deve ao Monarcas Morélia (MEX) cerca de R$ 6 milhões pela contratação do atacante. Riascos teve uma passagem conturbada pelo Cruzeiro. Ele foi uma das muitas contratações questionáveis da gestão do ex-presidente Gilvan de Pinho Tavares. O atacante chegou ao clube em 2015 depois de uma passagem apagada pelo futebol mexicano.

No Cruzeiro, disputou 16 jogos (15 oficiais e 1 amistoso) e marcou apenas um gol. Deixou o clube depois de uma confusão nos bastidores por uma declaração infeliz após um jogo.

Não está normal. Não estou feliz com isso que está acontecendo. Tem que encontrar uma solução, porque não pode tirar minha felicidade para jogar essa merda aqui”, disse o jogador.

A fala polêmica de Riascos em entrevista à Rádio Itatiaia depois da derrota do Cruzeiro para o Fluminense, por 2 a 0 (14ª rodada do Brasileiro), em 17 de julho de 2016, foi o estopim para todo o imbróglio. Afastado do grupo principal, o centroavante iniciou briga nos tribunais contra o clube. Em 2017, ele conseguiu a liberação.