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Prefeitura investe só 17% dos recursos para combate à covid-19

22 de junho de 2021

O vereador Francisco Sena fez a apresentação dos investimentos na saúde em Passos:/ Divulgação

PASSOS – Em seu pronunciamento no grande expediente da sessão ordinária de ontem da Câmara de Passos, o vereador Francisco Sena afirmou que Passos recebeu R$5,317 milhões para o enfrentamento da pandemia de covid-19 no primeiro quadrimestre de 2021 e gastou cerca de R$923 mil, que corresponde a 17,3%. Segundo ele, a prefeitura tem mais de R$4 milhões de recursos orçamentários mas eles não estão sendo executados dentro do prazo.

Esse dinheiro poderia ser utilizado para montar um centro covid, comprar remédios, aumentar a fiscalização da brigada, contratar mais profissionais de saúde, comprar mais testes do covid e aumentar a testagem da população”, argumentou o vereador.

Ele apurou os dados na semana passada, a partir da apresentação de relatório detalhado do quadrimestre anterior (janeiro, fevereiro, março e abril).

“Falta uma força tarefa para ajudar na execução dos recursos. A saúde teria que ter uma equipe de planejamento estratégico para a execução dos recursos. Porque chega no final do ano e fica bem claro os recursos não foram executados. A saúde tem dinheiro, mas a questão é administrativa. Se não tiver a reforma administrativa na Secretaria de Saúde vai continuar ocorrendo esses problemas”, disse.

Na opinião do vereador, o organograma da Secretaria de Saúde é antigo. Não existe nele a atenção básica e nem atendimento para a saúde do trabalhador.

“A proposta de mudança do organograma vem desde 2017, com o plano Municipal de saúde da gestão anterior, porém nada se foi feito. O organograma está defasado. Não consegue mais executar porque pela forma que funciona a Secretaria de Saúde hoje, o organograma não contempla as necessidades de execução dos trabalhos”, relatou.

Para Francisco Sena, a estrutura organizacional da Secretaria de Saúde precisa de uma reforma administrativa com urgência.

“Hoje o problema não é falta de recursos, é falta de execução e falta de planejamento. Falta esse olhar para a saúde”, disse.

O vereador tratou ainda dos números com os resultados alcançados sobre a cobertura vacinal, apurando que o município está muito longe de atingir a meta por problemas estruturais, de recursos humanos:

“Deveríamos ter 13 salas de vacinas e hoje só temos 7 salas de vacinas. O número de profissionais cobre somente essas 7 salas, e horário de funcionamento, de manhã é covid e a tarde é outras vacinas, o que dificulta o acesso da população, comprometendo assim a programação, pois algumas vacinas a meta de cobertura vacinal é 95 % e a média apresentada de pessoas vacinadas foi de aproximadamente 70%”, revelou.

Sena foi aparteado pelo vereador Plinio Andrade, que defendeu a necessidade da Secretaria Municipal de Saúde ter uma comissão de licitação própria, facilitando a compra de equipamentos e remédios para o atendimento à população.