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Prefeitura do Carmo faz denúncia contra a Copasa

Adriana Dias / Redação

17 de junho de 2021

C.R. CLARO – A prefeitura de Carmo do Rio Claro denunciou e a Polícia Militar investiga se a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) teria causado dano ambiental no município. A Copasa alega que está, desde o dia 11, tentando autorização da prefeitura para regularizar o problema, que pode ter sido causado pela própria prefeitura.

De acordo com o boletim feito pelo policial militar Fabrízio Konrado Oliveira F. Danesi, da Polícia Militar de Meio Ambiente, na segunda-feira, 14, a solicitação teve início no dia 10, quando a chefe de divisão de Meio Ambiente da prefeitura, Ana Flávia Costa Luz, relatou que na rua Júlio Faria de Castro a Copasa estaria lançando esgoto in natura no Córrego do Sossego.

“No local verificamos a veracidade da denúncia, sendo verificado que o esgoto estava escoando por uma manilha de águas pluviais, vindo a atingir o recurso hídrico. Verificamos que o problema encontra-se em uma manilha de condução de esgoto que encontra-se rompida, na interseção das ruas Duduca Vilela e rua Júlio Faria de Castro”, relata o documento da PM.

Ainda conforme o boletim, foi feito contato com o representante da Copasa, sendo intimado a comparecer na sede do 2º grupamento, no dia 14. Na data agendada compareceu Edvar José da Silva, encarregado de Sistemas da Copasa, que alegou que a empresa havia identificado o vazamento no dia 10, sendo realizado contato com o município.

Acompanhados pelo engenheiro do município foi verificado que ocorreu que a manilha de cerâmica que conduz o esgoto para a estação de tratamento foi quebrada pela trepidação do maquinário utilizado para a recomposição asfáltica.

De acordo com a Copasa, no dia 11, foi protocolado um ofício e um relatório de serviço, solicitando autorização do município para execução da obra em data do dia 15. Com o relato, foi lavrado o auto de fiscalização nº 209978/2021 e auto de infração de nº.

276512/2021, no valor de 1.250 Ufemg (mil duzentas e cinquenta unidades fiscais do Estado de Minas Gerais), com fulcro no artigo 112, anexo I, código 114, pelo lançamento de efluente líquido (esgoto sanitário) sem autorização do órgão ambiental competente diretamente em recurso hídrico, sem tratamento descrito no decreto estadual nº. 47.383/18.

O funcionário teria se recusado a assinar a cientificação do auto de infração, dizendo que foi orientado pelo gerente da área de operação e administrador do sistema de Carmo do Rio Claro para não assinar, nem receber documentos lavrados em desfavor da Copasa.

Devido ao representante da Copasa ter se recusado a assinar o auto de infração, a Polícia Militar certificou o ocorrido no auto de infração, encaminhando o auto de infração para a 18ª CIA da PM Ambiental, para posterior encaminhamento da autuação para a empresa autuada.
O prefeito de Carmo do Rio Claro, Felipe Carielo, gravou um vídeo que postou em suas redes sociais na noite do dia 15 no local onde a ocorrência foi feita.

Empresa alega que a culpa é da prefeitura

C.R. CLARO – A Copasa informou que desde a última sexta-feira, 11, aguarda autorização da prefeitura de Carmo do Rio Claro para corrigir o vazamento na Rua Duduca Vilela esquina com a Rua Júlio Faria de Castro. Devido à forte trepidação do maquinário pesado que foi utilizado na recuperação do asfalto feita no local pela Administração Municipal, a rede de esgoto em manilha cerâmica quebrou no subsolo.

“Atendendo aos pedidos dos moradores, a Copasa realizou um trabalho com máquina filmadora pela rede de esgotos e localizou o problema da rede quebrada e, rapidamente, pediu a autorização à Prefeitura para resolver a situação. A Companhia ainda não recebeu essa autorização”, informou a companhia por meio de nota.

De acordo com informações técnicas, a Copasa solicitou autorização para cortar um trecho de, no máximo, três metros de comprimento por 0,50 cm de largura. Em seguida será feita a escavação para substituição da rede de manilha cerâmica para tubo PVC ocre, sanando definitivamente o problema.

Após a troca da manilha quebrada, a Copasa irá recompor o trecho de asfalto com concreto asfáltico. A previsão é de que o trabalho de manutenção seja concluído em cinco dias.