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Prefeitura de Paraíso deve multar Copasa por ‘incapacidade técnica’

Por Stéfany Dias / Especial

16 de setembro de 2021

Foto: Divulgação.

S. S. PARAÍSO – A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso deve multar a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por conta de problemas no abastecimento de água após a forte chuva que atingiu a cidade na última quinta-feira, 9. Devido à tempestade, que foi acompanhada de fuligem de incêndio, o abastecimento de água e o fornecimento de energia elétrica foram afetados, árvores caíram e o nível de oxigênio na Lagoinha diminuiu, causando a morte de cerca de 1,5 tonelada de peixes. Em alguns bairros da cidade, o abastecimento ainda não havia sido restabelecido até a última terça-feira. A empresa alega aumento no consumo devido à chuva de fuligem.

Segundo informações da administração, a Copasa teria atrasado o restabelecimento no abastecimento de água e o episódio, considerado como falta de operacionalidade da empresa, era o que faltava para que o contrato com a Copasa seja rediscutido.

“A prefeitura agirá de forma exemplar contra a empresa já nos próximos dias e todas as nossas ações serão informadas à comunidade pro meio da imprensa e das nossas redes sociais”, informa a Secretaria de Comunicação. Ainda de acordo com a administração, foi feito um auto de infração de incapacidade técnica de resolutividade de problemas no abastecimento de água.

Em entrevista a uma emissora de TV, o engenheiro de operação e produção da Copasa Marlon Cesar Aguiar disse que o problema aconteceu devido à chuva de fuligem que sujou a cidade e causou aumento no consumo por parte da população.

“No tempo que eu tenho de Copasa, que já são quase 20 anos, eu desconheço um acontecimento assim, nessas proporções, essa chuva de fuligem. Essa chuva sujou a cidade inteira e os mananciais, caiu muita cinza. Isso fez com que a população consumisse água exageradamente para poder limpar suas casas. Então, o consumo aumentou de forma exponencial”, disse o engenheiro.

Segundo ele, a empresa trata 180 litros de água por segundo, mas, com o aumento do consumo, a estação de tratamento passou para 240 litros por segundo.

“Aumentou mais de 50%. Chegou na sua produção máxima e, por ironia do destino, na quinta-feira caiu também uma árvore na rede da Cemig que leva energia até a captação do Rio Santana”, disse Aguiar. “A Cemig conseguiu restabelecer a energia às 9h30 de sexta. Então ficou das 23h de quinta até as 9h de sexta sem fornecimento de energia e, com isso, nós não tínhamos água para mandar para a cidade. Havia um pouco de água que vinha dos pilões e do Santana, mas era uma produção baixa, até porque nesse período de seca os rios diminuem a vazão”, disse.