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Prefeito deve liberar música ao vivo e bares na próxima semana

Gabriella Alux / Especial

30 de junho de 2021

PASSOS – O prefeito de Passos, Diego Oliveira, deve liberar o retorno de música ao vivo em bares e restaurantes e estender o horário de funcionamento dos estabelecimentos até meia noite. A decisão foi anunciada ontem, após manifestação de representantes da classe artística e de empresários do setor, realizada no Paço Municipal, para reivindicar as flexibilizações.

Depois do protesto, Diego, o controlador adjunto do município, Jefferson Faria, e o diretor de Saúde Coletiva, Thiago Salum, se reuniram com donos de bares, representantes da Associação de Músicos e Projetos Artísticos (Ampa) e músicos. De acordo com o prefeito, não será liberada a atuação de bandas, mas no máximo três músicos, mantendo o distanciamento. Ele também afirmou que a Brigada de Enfrentamento à Covid-19 vai atuar na fiscalização para que sejam mantidas e cumpridas as medidas de prevenção e os protocolos sanitários.

“Na reunião, discutimos a volta da atividade na cidade, pois é um setor que está prejudicado por conta da pandemia. Dentre as reivindicações feitas pelos músicos, uma das solicitações foi para voltarem a trabalhar nos bares e restaurantes. Foi decidido que, a partir da semana que vem, nós vamos retomar as atividades artísticas nos bares”, declarou o prefeito.

“Não vamos liberar toda a banda, mas no máximo três músicos, mantendo o distanciamento, e, principalmente, fazendo com que os donos desses estabelecimentos tenham responsabilidade com relação a esses trabalhadores”, disse Diego.

Manifestantes afirmaram que, devido à restrição de atuação e à necessidade de trabalhar, muitos músicos têm atuado a festas particulares e clandestinas, onde não há controle das medidas de prevenção, distanciamento ou utilização correta de máscara, o que causa insegurança para a classe artística.

Segundo o presidente da Ampa, Renato Flor, entre 250 e 300 músicos atuam na cidade, sendo que cerca de 50 deles obtém em torno 70% da renda mensal com a atividade artística.

“O que esperamos com essa medida é o que deveríamos estar vendo há um bom tempo, ou seja, que os músicos sejam vistos iguais aos demais profissionais e que possam trabalhar, com fiscalizações, iguais aos outros. Para isso, não basta apenas ter protocolos, mas fiscalizações e punições para aqueles que descumprirem as medidas necessárias, sem que isso prejudique o trabalho dos músicos”, disse Renato.


Músicos pedem por fiscalizações em festas clandestinas


O presidente da Associação de Músicos e Projetos Artísticos (Ampa), Renato Flor, afirma que, durante a reunião com o prefeito de Passos, Diego Oliveira, foi solicitado que, além das fiscalizações nos bares e restaurantes, também sejam coibidas as festas clandestinas

“Isso é extremamente importante para o bom funcionamento de todos os estabelecimentos. Ainda mais porque em festas clandestinas não há controle e elas são as que atrapalham o controle da covid-19 no município e influenciam na imagem dos bares, que estão trabalhando adequadamente. Então, se for feita uma medida boa para os bares e ela for controlada, irá diminuir a incidência de festas clandestinas”, afirma Renato.

Segundo o músico Leandro Reis Rodrigues, mais conhecido como Leandro Rooco, a música é uma fonte de renda para muitos artistas em Passos e que eles estão há um ano e meio sem trabalhar.

Tenho trabalhado de forma clandestina, onde há aglomerações, não há o uso de máscaras e demais situações que não aconteciam quando os bares estavam abertos. Vejo que todos do ramo já estão em uma situação lamentável. Tem pessoas que estão passando fome, pegando cestas básicas, pedindo ajuda e o poder público não tem ajudado com os auxílios. Então, espero que a nossa classe seja auxiliada e possamos ter uma forma de trabalhar adequadamente”, finalizou Rooco.

A empresária Aline de Oliveira Moraes, representante do setor de bares e restaurentes, declarou que, apesar da prefeitura ter estendido o horário até as 22h, na última sexta-feira, 25, a medida não foi suficiente para controlar a aglomerações após o horário permitido.

“Se o funcionamento for liberado até a 1h, as pessoas vão acabar indo embora direto para suas casas, pois já deu um tempo adequado da saída. Com o horário limite até as 22h, apesar da oportunidade de abrir no último final de semana, vimos que há uma dificuldade no controle das pessoas do lado de fora do estabelecimento. Por exemplo, após o horário limite, as pessoas saíram do bar, fizeram uma fila na conveniência para comprar mais cerveja e continuar bebendo em outros lugares de forma clandestina”, disse.

De acordo com Aline, como o atual decreto tem validade até a semana que vem, a alteração foi decidida para ser feita na próxima quinta-feira, 8, mas, até o momento, não há uma definição de qual será o horário limite a ser estabelecimento. Segundo ela, o prefeito disse na reunião que irá verificar a evolução dos casos de covid na cidade antes do novo decreto.