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Prefeito de Paraíso faz balanço na câmara do 1º mês de mandato

10 de fevereiro de 2021

Prefeito Marcelo Morais esclareceu a situação envolvendo a dívida do município, o transporte coletivo e as ações tomadas para o enfrentamento à covid-19. / Foto: Divulgação

S.S. DO PARAÍSO – O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, esteve na sessão da Câmara na última segunda-feira, onde ocupou a Tribuna Livre para fazer um balanço das ações da administração no primeiro mês de mandato. Entre os principais temas debatidos, Morais esclareceu a situação envolvendo a dívida do município, o transporte coletivo e as ações tomadas para o enfrentamento à covid-19.

De acordo com o prefeito, foi deixado para a atual gestão um montante de R$ 23 milhões de restos a pagar, além de R$26 milhões de dívidas fundadas. Todavia, Marcelo destacou que será feito um trabalho muito forte de gestão para entregar a prefeitura de maneira mais salutar ao próximo gestor. Ele ressaltou que em relação os valores que foram cancelados, cerca de R$16,5 milhões, ainda não se sabe o que poderá gerar de ações judiciais e, consequentemente, de precatórios.

Segundo informações da prefeitura, o primeiro desafio enfrentado por Morais em seu primeiro dia de mandato foi o vencimento do contrato com a empresa Viação Leopoldinense, que vinha atuando de forma precária na prestação do transporte coletivo para a população paraisense. O prefeito lembra que a empresa, além de não possuir documentos para ser contratada em caráter emergencial, propôs como solução trazer outra empresa pertencente ao grupo JN Transportes sob a condição do pagamento de um subsídio de R$ 90 mil.

A minha terceira opção era ficar sem o transporte, porque não aceitaria alguém chegar com a faca no meu pescoço e dizer o que a gestão teria que fazer”, ressaltou.

Segundo Morais, foi aberto um chamamento público e três empresas manifestaram interesse, porém, pedindo subsídios de R$ 150 mil, 200 mil e 120 mil. Diante disto, a Municipalidade começou a estudar a possibilidade de assumir o transporte, alugando os ônibus e gerindo o sistema.

Começou-se a se fazer uso político deste assunto. Hoje, quem está reclamando é quem deveria ter exigido que pudesse ser resolvido o problema, e mal sabem eles que estamos visitando todas as cidades da região, fazendo todo processo, inclusive, nosso secretário de Segurança Pública, Trânsito, Transporte e Defesa Civil está em diálogo com uma empresa que deu a possibilidade de vir para o município com um subsídio de R$ 30 mil, um valor que dá para a gente pagar, já que tem a gratuidade e acaba compensando”, destacou o prefeito.


Covid

Morais também destacou as ações que foram tomadas para tentar frear o avanço da covid-19 no município. Entre elas, a ampliação do atendimento do Centro Covid para 24h. O prefeito destacou que houve omissão na gestão passada em relação a esta questão, destacando que, em dezembro, a cidade ficou abandonada, o que resultou no aumento de casos confirmados e óbitos pela doença em janeiro. De acordo com Morais, ele e o vice-prefeito, Daniel Tales, decidiram ampliar o atendimento para 24h, o que, agora, tem mostrado resultado com a diminuição dos novos casos confirmados.

O prefeito chamou a atenção para a forma como a situação vinha sendo conduzida antes de assumir a prefeitura.

O Centro Covid funcionava até as 23h, depois desse horário eles pegavam esses pacientes com suspeita e levavam para dentro da UPA. Eu não via ninguém fazendo cobranças a esse respeito como estão cobrando a nossa Administração no trato da covid-19. Nossa equipe sentou com a administração da Santa Casa e traçou metas de como esses pacientes seriam tratados, inclusive me indispus com planos de saúde que estavam redirecionando seus pacientes para serem atendidos no Centro Covid”, comentou.

Diante da urgência em oferecer um atendimento digno à população, Marcelo ressaltou que, com apoio da Santa Casa, que forneceu as camas, e da prefeita de Jacuí, Maria Conceição dos Reis Pereira, que forneceu os colchões, a prefeitura conseguiu abrir mais dez leitos, totalizando 14 leitos no Centro Covid, para atender aos pacientes com suspeita da doença, todos os leitos com oxigênio para o caso de necessidade.

Não me importa o quanto vamos gastar com médicos, eu quero que o paciente seja atendido com dignidade. Com essas ações, nossos pacientes não foram para dentro da UPA contaminar as pessoas que lá estavam. Consequentemente, os números começaram a cair”, destacou.