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Preço do leite motiva questionamentos de deputados

25 de novembro de 2020

Na quinta-feira, 26, o produto foi avaliado em R$1,94 e pode chegar a R$1,98 na próxima semana. / Foto: Divulgação (Agência Brasil)

BELO HORIZONTE – Atuar para melhorar o preço do leite, para ampliar a inspeção no Estado de forma a possibilitar mais qualidade aos produtos agropecuários e para minimizar os efeitos da seca para produtores mineiros. Essas foram algumas das demandas priorizadas por parlamentares durante reunião da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã de ontem, no segundo dia de encontros da edição de 2020 do Assembleia Fiscaliza.

A iniciativa da Mesa da ALMG tem o objetivo de fortalecer o papel de fiscalização do Legislativo em relação à gestão do Executivo. Para isso, secretários de Estado e outros representantes do governo estadual são convocados a prestar contas das políticas públicas referentes às suas pastas. Nesta terça (24) cedo, foi a vez da secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Soares Valentini. O evento, que vai até a próxima segunda (30), tem novo encontro nesta tarde.

O deputado Coronel Henrique (PSL), que preside a comissão, destacou o papel do agronegócio no Estado. Ele pediu que a importação de leite seja barrada. “O preço do leite para o produtor já é uma demanda clássica. Vejo que, na pandemia, chegamos ao limite”, disse. Ele explicou que a importação compromete a produção daquele que não abdicou da atividade neste momento. “Ele compra insumos em dólar e vende o leite em real. O aumento da soja é exorbitante. Mais uma vez, o pequeno produtor é penalizado”, comentou. Na opinião dele, Minas deve liderar essa demanda, porque é o Estado com maior produção leiteira no Brasil.

O deputado Tito Torres (PSDB) reforçou as palavras de Coronel Henrique. Ele contou que também é produtor rural e não tira um litro de leite mais em sua fazenda. “A mão de obra é difícil e os insumos estão caros. Essa é uma dificuldade da maior parte dos produtores e tem feito muitos desaminarem com essa produção”, afirmou. Ele também pediu um trabalho em nível nacional para fazer frente à situação.


Inspeção

Coronel Henrique também enfatizou que a inspeção sanitária dos alimentos deve ser prioridade do governo, sobretudo, tendo em vista a pandemia. Ele salientou a interface entre a saúde humana, animal e ambiental e abordou o conceito de saúde única.

O deputado Antonio Carlos Arantes (PSDB) pediu um olhar da secretaria para a seca e as altas temperaturas no Estado neste ano. “Tudo isso vai afetar a produção e os empregos”, relatou. Ele comentou que está preocupado com o fato de muitos produtores de café já terem vendido safras futuras. Com essa questão climática, eles não vão ter produção para entregar, como disse. Antonio Carlos Arantes pediu uma ação coordenada para lidar com o problema.