Agronegócio Destaques

Preço do gado de corte segue em alta na região

23 de julho de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – Os efeitos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus são sentidos em diversos setores. No entanto, os profissionais que atuam no ramo da agropecuária estão contentes com o desenvolvimento do mercado, já que houve uma valorização do gado de corte e dos grãos, que estão entre as maiores produções. Na questão do boi gordo, pecuaristas e consumidores se preocuparam com o fato de que a carne bovina brasileira podia estar infectada pela covid-19, porém a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o vírus necessita de um hospedeiro para sobreviver e, com isso, o mercado segue firme.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Passos (Sinrural), Elder Maia dos Reis, o problema não deve afetar o comércio local, uma vez que as vendas por exportação estão em alta e que a questão é apenas uma tentativa de derrubar a cotação.

A verdade é que o valor do gado está incomodando porque o Brasil não possui a quantidade necessária de mercadorias para atender todo o mundo e a procura está cada vez maior. Com a valorização dos produtos, as vendas estão cada vez mais fortes”, explicou.

Vinícius Lemos Maia, pecuarista há cerca de 20 anos, diz que a carne bovina brasileira ainda é a mais econômica para o comércio exterior, que também considera a qualidade do que é vendido.

Especialmente neste cenário de pandemia, as pessoas precisam de boas proteínas para melhorar a imunidade do corpo, o que dificulta o contágio pelo vírus e, por esta razão, nossas peças se tornam a melhor opção. Além disso, a valorização do milho e da soja também influencia na cotação, já que servem como alimento para os animais de abate”, destacou.

Quem também atua neste setor é Wesley Ribeiro da Silva, conhecido como Chanaim, que ressalta que, mesmo no contexto da pandemia, o comparativo mostra que o índice de exportações é superior ao do ano passado.

Os boatos podem ter prejudicado alguns produtores, mas acredito que o impacto tenha sido bem leve. Estamos comprando e vendendo por preços mais altos, tanto no mercado interno quanto no externo, e, por isso, esperamos que os preços se mantenham elevados pelo maior tempo possível”, falou o pecuarista.

Na região, a cotação da arroba do gado para abate fechou o dia em R$ 215,30, enquanto a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 49,50 e a da soja, em R$ 108,54.