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Pratápolis pretende instalar energia solar em prédios públicos

Por Ézio Santos/ Especial

24 de abril de 2021

A energia solar, além de sustentável e ecologicamente correta, gera um retorno do valor investido num curto período. / Foto: Divulgação

PRATÁPOLIS – A prefeita de Pratápolis, Denise Alves de Souza Neves, afirma que até outubro deste ano, provavelmente, o Banco de Desenvolvimento de Minas gerais (BDMG) deve aprovar financiamento para instalação de energia fotovoltaica nos imóveis registrados como patrimônio público municipal. O valor estimado é R$ 1,4 milhão. No cargo pelo segundo mandato consecutivo, Denise disse que um dos principais objetivos é priorizar o meio ambiente.

Hoje, o que as autoridades, principalmente na política, puderem preservar ao máximo a natureza estarão beneficiando todo o planeta. A energia solar apresenta os menores impactos ambientais entre todas as fontes energéticas disponíveis, sem emissão de poluentes na sua geração elétrica. Desejo tudo isso e muito mais para meus conterrâneos e demais moradores de Pratápolis”, afirma a prefeita.

Em razão do menor valor da taxa de juros e facilidade no pagamento, ela conta que o melhor caminho para conseguir a linha de crédito foi o BDMG.

Hoje, tenho também duas opções, o pagamento ao banco pode ser de imediato, porém parcelado a longo prazo, ou com carência de 18 meses. Qualquer uma das duas que for a escolhida, será ótima para que as futuras administrações tenham mais tranquilidade para quitar o débito. Com o dinheiro que a prefeitura paga à empresa fornecedora de energia elétrica, vai pagando o financiamento, disse”.

Com o sistema implantado, a produção média mensal será de 52.300 KWh, sendo capaz de abastecer os prédios públicos municipais, inclusive o do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Hoje, o gasto da média mensal com energia elétrica, incluindo a autarquia, é de R$ 20.763,37.

A energia solar, além de sustentável e ecologicamente correta, gera um retorno do valor investido num curto período de tempo, que varia de três a quatro anos. Isso significa que, no máximo em quatro anos, o valor economizado com a redução dos custos na conta de energia elétrica é suficiente para pagar o investimento inicial, já considerando juros e correção monetária. E o período de vida útil do sistema é superior a 25 anos, o que garante, pelo menos, 21 anos de consumo de energia elétrica sem custo aos cofres públicos.

Assim, o investimento na implementação de um sistema de geração fotovoltaico se justifica pela sustentabilidade da geração, pelo curto período de retorno e, principalmente, pela economia nas despesas com energia elétrica do município e do Saae, de forma a beneficiar todos os seus habitantes, uma vez que esses recursos, provenientes de impostos e taxas, poderão ser investidos em outras áreas prioritárias da prefeitura.


LED deverá ser utilizado na iluminação

PRATÁPOLIS – Pratápolis também está realizando o estudo para iniciar a utilização da tecnologia de lâmpadas LED na iluminação pública do município, que irá garantir mais economia, durabilidade a médio e longo prazo, além dos recursos economizados serem investidos em outras áreas. De acordo com a prefeita do município, Denise Alves de Souza Neves, o projeto prevê investimento de cerca de R$3 milhões.

Meu desejo é substituir todo o sistema atual ainda na minha administração. Várias empresas privadas e parceiras estão interessadas em executar os trabalhos que vão beneficiar toda a cidade. Até que mude a lei municipal sobre o recolhimento da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), cujo valor mensal pago pela população é de R$ 58 mil, não haverá nenhum ônus para o município”, disse Denise.

O LED tem a característica de emitir muito mais luz e consumir menos energia do que outros tipos de lâmpadas. A economia gerada chega até 60%. As lâmpadas, que não empregam em sua composição e no processo de geração de luz elementos nocivos ao meio ambiente, são apontadas como melhor opção em termos de eficiência e economia para iluminação pública. Prever a vida útil do LED depende de vários fatores, mas, geralmente, lâmpadas de boa qualidade são produzidas para durar cerca de 50 mil horas, o que é superior às lâmpadas convencionais.

Outro projeto para ser elaborado e colocado em prática é a construção de uma usina de triagem e compostagem, com incineração (queima do lixo em alta temperatura, indicado principalmente para os resíduos hospitalares e não reaproveitáveis). Antes da pandemia do novo coronavírus, a prefeita afirma que estava em atividade em Pratápolis, uma miniusina de reciclagem de lixo.

Tínhamos a coleta seletiva em toda a cidade, com triagem domiciliar do lixo destinado à reciclagem e compostagem, mas, hoje, quase tudo vai para o aterro sanitário”, disse.

A prefeita também afirma que tem pretende elaborar mais dois projetos para a cidade, a arborização da zona urbana e a construção da Estação de Tratamento de Esgoto domiciliar.