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Polícia Civil autua seis integrantes da delegação argentina por vandalismo

22 de julho de 2021

Câmera de segurança flagrou momento de ataque dos jogadores do Boca. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – A confusão entre atletas do Boca Juniors e seguranças resultou em noite em claro e pagamento de fiança para os argentinos, que ficaram a madrugada desta quarta-feira, 21, prestando esclarecimentos à Polícia Militar, após eliminação para o Atlético, no Mineirão, em jogo das oitavas de final da Copa Libertadores.

A Polícia Civil informa que autuou seis autores de crimes. De acordo com a corporação, duas ocorrências foram recebidas. “Na primeira, dois integrantes da delegação argentina foram autuados em flagrante pelo crime de dano qualificado. Foi arbitrada fiança no valor de R$ 3 mil, para cada flagranteado. Após o pagamento, eles foram liberados e responderão o processo em liberdade”, frisou a Polícia Civil, em nota.

Já na segunda ocorrência, outros quatro integrantes da delegação assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de lesão corporal e desacato, assumindo o compromisso de comparecer em futura audiência no Juizado Especial Criminal”, acrescentou.

Após o término da partida, iniciou-se uma briga generalizada na zona mista do Mineirão entre jogadores do Boca Juniors e seguranças do Atlético. Os policiais militares que estavam no estacionamento do estádio preparando a escolta de volta das equipes foram acionados pelos seguranças do Atlético e seguranças privados da administradora do estádio. Com isso, os militares deslocaram ao local indicado e visualizaram vários jogadores do Boca Juniors em confronto com seguranças, tentando invadir o espaço destinado ao Atlético”, diz.

Os jogadores do Boca arremessaram vários objetos contra seguranças, gradis, lixeiras, bebedouro e garrafas. No momento em que os policiais chegaram, os jogadores lançaram garrafas, lixeiras e outros objetos contra os militares. Os policiais utilizaram do instrumento de menor potencial ofensivo, espargidos de pimenta, para conter a briga generalizada. Na tentativa de retornar, os jogadores do Boca Juniors pararam dentro do vestiário destinado ao time”, acrescenta.

Um jogador do Boca Juniors ainda é acusado de cuspir em um policial militar:

Nesse momento, quando os jogadores da delegação do Boca Juniors retornavam para o vestiário, o jogador de número 5 do time do Boca Juniors, Carlos Zambrano, deu uma cusparada contra o soldado Viana do batalhão ROTAM, conforme se observa pelas câmaras de segurança”.

De acordo com o boletim de ocorrência, 13 pessoas alegam ter sido vítimas da violência dos atletas do Boca Juniors. Entre os danos no estádio estão quatro portas de madeira, duas dispenser de álcool em gel e dois bebedouros, entre outros.