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PMP retira 36 toneladas de material inservível em casa de acumuladora

Por Adriana Dias / Redação

29 de Maio de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – De acordo com pesquisas internacionais, 4% da população mundial já é acumuladora compulsiva. Também chamado de Disposofobia (fobia em dispor das coisas), é um transtorno comportamental que consiste no acúmulo de qualquer tipo de entulho: garrafas, animais, papéis, aparelhos eletrônicos, maquiagens, revistas, roupas, produtos de limpeza, no mesmo ambiente que comida da residência, lixo orgânico, dejetos, enfim, todo e qualquer tipo de entulho.

Após um ano de tentativas administrativas para limpar a residência de quatro cômodos e o quintal de uma moradora do bairro Santa Luzia, que é considerada acumuladora, a Prefeitura de Passos fez, na manhã desta sexta-feira, 28, a remoção de 36 toneladas de materiais inservíveis (lixo, roupas, materiais de construção entre outros), além de encontrar focos de dengue. A ação foi realizada com mandado de segurança expedido pela Justiça a pedido do Ministério Público.

De acordo com o diretor de Saúde Coletiva, Thiago Salum, há um ano a prefeitura vem tentando fazer o trabalho administrativamente com esta pessoa e contando com a ajuda de sua família.

Porém, não conseguimos fazer a retirada dos materiais. Esta pessoa vai guardando tanto dentro de casa quanto do lado de fora e começou também a recusar a visita dos agentes de endemias. Quando ela recusou atentamos para a situação e diante da recusa buscamos apoio junto ao promotor Antônio José de Oliveira”, disse Salum.

Ainda conforme informou o diretor, o Ministério Público também tentou resolver o caso de forma administrativa, mas não conseguiu sequer informações.

Diante disso, a promotoria entrou com mandado judicial para a limpeza do local, que foi expedido pelo juiz Luis Carlos Negrão que foi prontamente atendido pelo município. Estiveram presentes os servidores do Núcleo de Zoonoses, do Departamento de Limpeza Urbana, com a presença de 20 agentes de endemias. No local tem uma senhora de idade avançada e sua filha. É a idosa que faz o recolhimento dos materiais inservíveis”, garantiu Salum que contou com a presença também da Polícia Militar.

Ao chegarem a moradora não estava, o que foi permitido pela presença da PM e por força do mandado judicial forçar a abertura do imóvel. “Fizemos a limpeza tanto da parte interna quanto externa. Durante a remoção a filha acompanhou“.

Foram retiradas aproximadamente 36 toneladas de materiais inservíveis, como recicláveis, lixo doméstico, roupas, materiais de construção. Tinha muitos focos de dengue, rato, barata e todo o material foi retirado por três caminhões e uma máquina e levado ao Aterro Municipal.

A ação durou aproximadamente 4 horas e ao final a senhora acompanhou sem reagir. Toda ação foi comemorada pelos vizinhos e diante disso encerramos o trabalho. Foi interessante, porque é uma área de grande expansão de pessoas, estava um risco para a saúde pública e para os próprios moradores, ela e a filha. Vamos cuidar para que não aconteça nenhum surto de dengue”, finalizou o diretor.