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PIB cai de R$2,38 bilhões para R$2,25 bilhões em Passos

Por Adriana Dias / Redação

22 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS – Os três municípios mineiros com o maior Produto Interno Bruto (PIB), referentes ao ano de 2018 e divulgados, com atraso, são: em 1º lugar a capital, Belo Horizonte, com R$78.9 bilhões. Em segundo lugar Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com R$29,3 bilhões e em 3º, Contagem, na região metropolitana de BH, com R$22,9 bilhões. Já na região, Passos é a cidade que ficou com a melhor colocação, em 45º lugar no ranking estadual, com R$2,25 bilhões, seguida por São Sebastião do Paraíso, que ocupa o 59º lugar (R$1,76 bilhão). Em 2017 a cidade de Passos ocupava o 44º lugar, com R$2,38 bilhões, tendo caído um ponto na classificação.


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Os resultados são fruto da revisão e consolidação realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Associação Mineira de Municípios (AMM) apoia a divulgação do estudo, que apresenta os resultados do PIB, do PIB per capita e os valores adicionados dos setores da agropecuária, indústria, serviços e da administração pública para as 853 cidades mineiras, além dos valores revisados de 2018.

A Folha pesquisou no site do IBGE e, de 17 cidades na região, Passos e São Sebastião do Paraíso são as que figuram com as melhores colocações, dentre as que estão entre as 100 melhores do Estado. No Brasil, a cidade de Passos está como 386ª colocada dentre os 5.570 municípios, enquanto São Sebastião do Paraíso assumiu o 514º lugar. Da região, a cidade que apresentou o pior resultado é Vargem Bonita, ficando no 734º lugar, com R$43,5 milhões. Confira tabela com o ranking nesta página.

Conforme análise da Fundação João Pinheiro (FJP), os dados servem como base para que as administrações municipais elaborem o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Quando Passos é analisada pela produção agropecuária, o PIB sobe para a 31ª colocação, com R$158,5 milhões. Já, colocada no item indústria, cai para 79º lugar com R$298,6 milhões. No caso de serviços, exclusive administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, a cidade está 35º lugar, com R$1,3 bilhão. Se tratando de administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social Passos tem o PIB fica em 29º lugar, com R$460,7 mil.


Estado

De acordo com o estudo, em 2018, pouco mais da metade (50,6%) do PIB de Minas Gerais veio de apenas 18 municípios (Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Betim, Juiz de Fora, Uberaba, Ipatinga, Nova Lima, Extrema, Montes Claros, Sete Lagoas, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Ouro Preto, Itabira, Divinópolis, Governador Valadares e Araxá), sendo Belo Horizonte responsável por 15,0% do resultado total que chegou a R$614,9 bilhões.

Para se ter uma medida da concentração espacial da produção, verificou-se que, aproximadamente, dois terços (66,9%) do PIB foram gerados em apenas 49 dos 853 municípios do estado; três quartos (74,9%), em 78; e nove décimos (9,0%), em 240. De 2010 a 2018, Extrema foi o município com maior aumento de participação no PIB estadual (1,0 ponto percentual), impulsionado pelo comércio atacadista e serviços relacionados e pela indústria de transformação.

Em relação à renda per capita, metade dos municípios com os dez maiores PIB per capita de Minas Gerais têm como principal atividade econômica as indústrias extrativas, inclusive São Gonçalo do Rio Abaixo, que com um PIB per capita de R$ 337.288,81 ocupou a primeira posição no ranking dos dez maiores. Destacaram-se também Extrema, com o comércio; Jeceaba e Ouro Branco, com a indústria de transformação; Araporã, com a geração de eletricidade; e Confins, com os serviços aeroportuários.

De acordo com Raimundo Leal, pesquisador da Fundação João Pinheiro e coordenador de contas regionais, se considerada uma perspectiva em longo prazo, há uma grande desconcentração acontecendo na produção industrial e nas redes de distribuição dos bens e serviços para economia de Minas Gerais.

A ligação da economia de Minas com o norte do estado de São Paulo, por exemplo, particularmente com o eixo de Campinas, Guarulhos e São José dos Campos tem dinamizado de uma maneira extraordinária a região de Pouso Alegre e talvez o município que mais tenha se beneficiado desses transbordamentos seja Extrema. Além desse, vários outros eixos de desenvolvimento estão se expandindo em todo o estado”, explica.