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Pessoas denunciam aglomerações de jovens na Praça do Rosário

Por Gabriella Allux/Especial

24 de Maio de 2021

Com o novo decreto, terão fiscalizações, mas as feiras acontecerão normalmente. / Foto: Divulgação

PASSOS – Na última semana, várias pessoas denunciaram, em redes sociais, aglomerações de jovens sem máscaras na praça Geraldo da Silva Maia (Praça do Rosário), principalmente nas quintas-feiras, quando acontece a Feira do Pastel, em frente ao Paço Municipal. Decreto assinado pelo prefeito Diego Oliveira na última sexta-feira limita o funcionamento de comércio e serviços, essenciais e não essenciais, até as 21h e proíbe a circulação de pessoas após esse horário.

A estudante Valquíria Esper Chahhoud, moradora da avenida Expedicionários, afirma que as aglomerações são frequentes.

As aglomerações nas praças acontecem diariamente, mas, principalmente, nos dias de quinta por causa da feira. São vistas pessoas com máscaras mal colocadas ou sem máscaras. Há também muitas pessoas que andam de skate na calçada do outro lado da rua, sem o uso da máscara quando estão sentadas em grupo ou praticando atividades. Isso tudo acontece até as 22h ou mais. Meus pais, como dormem cedo, pois acordam cedo pra trabalhar, se sentem incomodados com o barulho, pois eles sem reúnem bem em frente a nossa casa. Então também incomoda o barulho dos skates batendo, as conversas e, às vezes, música. Espero que isso melhore com o novo decreto”, afirmou Valquíria.

O secretário de Cultura e Patrimônio Histórico, Pedro Paulo da Silva, o Pedrinho, diz acreditar que as aglomerações às quintas-feiras na praça não aconteçam devido ao comércio do pastel e de gêneros alimentícios. Por conta disso, segundo ele, as feiras não serão proibidas, mas será feito uma maior fiscalização junto com Polícia Militar e a Brigada de Enfrentamento à Covid para evitar aglomerações.

É uma questão cultural, das pessoas criarem um movimento de adolescentes e jovens para reunirem às quintas, tanto que é um número muito pequeno desses jovens que são consumidores dos alimentos comercializados na feira. No entanto, existe sim um risco de contaminação, mas não podemos proibir os feirantes de trabalharem devido a um problema de aglomeração, de falta de educação e conscientização do problema que estamos vivendo agora. O ideal é ter um policiamento melhor e um maior controle de fiscalização durante às quintas-feiras na praça”, afirma o secretário.

A presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes e Feirantes de Passos, Cristina Mara Evangelista, diz não ter controle sobre os jovens que se aglomeram nas festas, nos bares e nas praças. Segundo ela, a brigada e a polícia têm agido de acordo com as regras.

Nós, feirantes, ficamos oito meses afastados da praça e as aglomerações persistiram. Temos cumprido todos os protocolos e, ainda que prejudicados com menor movimento, estamos orientando fregueses ao uso correto do espaço público. Estamos trabalhando e fazendo nossa parte de cidadãos que dependem das feiras para a sobrevivência de todos que ali permanecem, trabalhando”, disse Cristina.

Segundo ela, os feirantes continuam com os cuidados recomendados.

Sofremos como todos, de medo e insegurança e ainda passamos por julgamento de quem vê apenas o tumulto das 20h às 22h. O restante do dia, começa às 5h e segue ao longo do dia, faça sol ou chuva. Espero que possamos atravessar está pandemia, com a ajuda de Deus, e pessoas precisam de nós e nós do público, e principalmente que a juventude seja melhor orientada”, disse.