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Pesquisa revela que mais de 88% dos eleitores deseja mudança em Alpinópolis

13 de novembro de 2020

Foto: Divulgação

Uma pesquisa de opinião pública, realizada em Alpinópolis na última semana, revelou que a maioria da população local está disposta a votar em um candidato a prefeito que represente mudança e que não esteja ligado a políticos tradicionais da cidade. Ficha limpa, plano de governo, experiência e novas ideias —nessa ordem— são vistos como os fatores mais relevantes na hora da decisão pelo voto por parte dos entrevistados. O levantamento apontou, também, que a maioria considera o serviço e as altas tarifas praticadas pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa, como sendo o maior problema existente no município. Os eleitores manifestaram, ainda, a intenção de não votar em um candidato com qualquer tipo de vínculo com essa companhia.

Alpinópolis, assim como grande parte dos pequenos municípios brasileiros, vive um clima de euforia durante as campanhas políticas. A cidade tem, tradicionalmente, dois grandes blocos políticos que se revezam no poder desde 1948, quando aconteceu a primeira eleição acirrada e a cidade ficou dividida. À época, esses dois grupos ficaram conhecidos como “Pimenta” (bloco do PSD) e “Jiló” (bloco da UDN). E, até os dias de hoje, guardando as devidas proporções, sempre foram esses dois lados que comandaram o Executivo Municipal. Em algumas oportunidades, surgiram candidatos representando uma terceira via para as disputas, porém sem obter sucesso e ganhar muita relevância.

Com o desejo de mudança, na esteira das transformações percebidas nas eleições de 2018, tanto no âmbito estadual quanto no nacional, uma terceira via ganhou força e passou a concorrer, em pé de igualdade, no pleito desse ano. Dessa forma, Alpinópolis entrou na campanha, pela primeira vez, com três candidatos disputando com chances de serem eleitos. Os dois blocos tradicionais lançaram seus postulantes e uma candidatura independente despontou como alternativa.

De acordo com a pesquisa, 88,56% dos eleitores, quando perguntados se votariam em um candidato a prefeito que representa mudança, responderam que sim. Outros 6,81% responderam que tanto faz e 4,62% responderam que não.
Questionados sobre se dariam seus votos para candidatos apoiados por políticos tradicionais da cidade, 58,88% afirmaram que não. Já 21,65% responderam que tanto faz e 19,46% disseram que sim. Quando a pergunta foi sobre o que influenciaria na decisão na hora de votar, 22,63% responderam que votariam em alguém com ficha limpa; 21,65% em quem apresentasse um bom plano de governo; 15,09% em quem tem experiência e 14,60% em quem tem novas ideias.

Quando a pergunta envolve a Copasa, assunto polêmico que toma conta das rodas de discussão na cidade, desde que a companhia assumiu os serviços e passou a cobrar pela coleta e tratamento de esgoto em Alpinópolis, 80,78% dos entrevistados disseram que não votariam em um candidato a prefeito com algum tipo de ligação com a companhia. Para 9,73% tanto faz e outros 9,49% dizem não ver isso como empecilho no momento do voto.

Perguntados sobre qual seria o maior problema de Alpinópolis, na atualidade, 31,63% disseram ser o serviço e a tarifa da Copasa; 30,17% consideram o desemprego com principal problema; 18,98% a ausência de casas populares no município e outros 13,38% acham que a saúde representa a maior adversidade. A pesquisa foi realizada pelo instituto Precisão – Pesquisa e Assessoria de Comunicação, no dia 5 de novembro de 2020, e foram entrevistadas 411 pessoas, com idade superior a 16 anos, em diversos bairros da cidade de Alpinópolis. A margem de erro do levantamento é de 4,86% (para mais ou para menos) e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-02396/2020.