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Pesquisa mostra que 30% dos pequenos negócios se adaptaram à quarentena em MG

27 de abril de 2020

BELO HORIZONTE – Com a crise econômica provocada pelo novo coronavírus, pequenos negócios mineiros têm buscado soluções para se adaptar ao momento atual. De acordo com uma pesquisa feita pelo Sebrae, 34,5% dos pequenos negócios no Estado continuam em funcionamento, porém tiveram que se adequar à nova realidade de mercado e às necessidades de consumo. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 7 de abril, com 501 empreendimentos mineiros dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária.

“Algumas empresas estão repensando o seu modelo de negócio para continuar no mercado. Esses empreendimentos estão enxergando uma oportunidade de se reinventar neste momento de crise”, explica o superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha.

De acordo com a pesquisa, dos empreendimentos que estão em atividade, 44% estão funcionando em horário reduzido como forma de diminuir custos. Para 39% dos entrevistados, a estratégia foi apostar nos serviços de entrega em domicílio e nas vendas online.

“As empresas tiveram que se reinventar e pensar como atender seus clientes a distância. O delivery e o e-commerce são exemplos de estratégias adotadas diante do cenário desfavorável”, justifica o executivo do Sebrae Minas.

Além disso, para ganhar fôlego, 19% das empresas afirmaram estar fazendo o rodízio de empregados e 18% optaram pelo trabalho remoto para seguir com suas atividades.

Mudança de rumo

Adaptação foi a palavra de ordem adotada pelo Restaurante Metrópole, no bairro Santa Lúcia, região Centro-sul de Belo Horizonte. De acordo com a empresária Fernanda Pacheco, há cinco anos o restaurante à la carte vendia, em média, 40 refeições por dia. Com a pandemia, ela e o marido tiveram que reinventar o negócio para não fechar as portas.

Para continuar no mercado, eles apostaram no serviço de delivery e começaram a investir em um novo segmento: o de confeitaria. Agora, além das refeições, eles também passaram a fazer bolos caseiros e de festa, além de biscoitos, roscas e balas de coco. “Percebemos que as pessoas, além da comodidade de receberem a comida em casa, queriam mais que um bolo de padaria. Foi aí que começamos a produção caseira e a entrega em domicílio”, destaca a empresária.

Ainda segundo Fernanda, mesmo depois que a crise passar, a ideia é continuar com esse novo modelo e nicho de negócio. “Foi com a crise que percebi uma oportunidade de fazer o que eu gosto e ainda ter a possibilidade de aumentar o faturamento que tinha antes”, lembra.