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Pesquisa aponta alta no preço de frutas, legumes e hortaliças

16 de outubro de 2020

O principal aumento foi verificado no quilo da batata, que passou de R$1,3 para R$3,6. / Foto: Divulgação

PASSOS – Após a alta do arroz, as frutas, os legumes e as hortaliças são os novos vilões no orçamento dos consumidores. Um balanço do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), realizado na última quinta-feira, 15, aponta que os preços na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp – Ribeirão Preto), principal fornecedora de produtos da hortifruticultura para Passos e região, tiveram aumento de até 176,9% quando comparados ao mesmo período do mês passado.

Ao longo de 30 dias, o principal aumento foi verificado no quilo da batata, que passou de R$1,3 para R$3,6, seguido pelo quilo do mamão formosa, que teve alta de 93,75%, que elevou o valor do produto a R$3,10. Durante o período, ainda foram registrados acréscimos significativos no preço do quiabo (60%), do jiló (55,66%) e do chuchu (44%). As verduras também estão mais caras. O preço do repolho subiu de R$1,10 para R$1,50 e a couve, com diferença de 35%, foi de R$1 para R$1,35. Já a alface apresentou elevação de 31,57%, passando de R$9,12 para R$12, a dezena.

Em Passos, conforme a revendedora Celiane Silva, o aumento dos preços tem sido registrado há pouco mais de três meses, e tem refletido diretamente no bolso do consumidor final.

É inevitável, a alta no preço pago aos fornecedores impacta diretamente nos preços a serem repassados aos clientes. Percebemos um aumento gradual nos últimos meses, mas acredito que tenha relação com a época do ano”, considerou. Entre as frutas, Celiane lembrou que o limão, o mamão, a banana e a manga foram as que mais sofreram variação.

Cada uma vem de uma localidade diferente, o que faz com que o preço varie de acordo com o cenário de tal lugar. Por exemplo, ao questionar, em Ribeirão Preto, o motivo para o aumento do preço da manga, nos contaram que o produto é proveniente da Bahia, estado que teve fortes chuvas de granizo, que prejudicaram as plantações e acabaram por diminuir a qualidade do produto”, disse.

Com o aumento de preços, os compradores passenses têm optado por diminuir quantidades ou realizar substituições. “Os consumidores reclamam, mas é difícil não levar algo para casa. Na maioria das vezes, o que percebemos é a compra em quantidades menores ou a escolha daqueles produtos com menor aumento de preço”, finalizou.