Destaques Economia

Pedidos de seguro-desemprego caem 20% na região Sudoeste

Por Laura Abreu / Especial

23 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS- As solicitações para o seguro desemprego caíram 20,32% na comparação de janeiro a novembro na região Sudoeste, como aponta levantamento feito através dos dados do Painel de Informações do Seguro-Desemprego da Secretaria do Trabalho. Essa queda pode ser explicada pela estabilização da economia, após um período de declínio impulsionado pela pandemia da covid-19.

De acordo com os dados, disponibilizados quinzenalmente, foram 1.171 pessoas que solicitaram o benefício em janeiro na região, enquanto em novembro esse número caiu para 933. Passos foi o município que mais apresentou queda entre os dois meses, foram 62 solicitações a menos em novembro.

Em contrapartida, nove municípios menores da região registraram um pequeno aumento, são eles Bom Jesus da Penha, Claraval, Delfinópolis, Capitólio, Fortaleza de Minas, Itaú de Minas, São João Batista do Glória, São Roque de Minas e Vargem Bonita.

Em Passos, os meses de maio (549) e abril (486) foram os que registraram os maiores números de pedidos. Em junho, esse número começou a diminuir gradativamente passando de 316, para 307 solicitações em julho e chegando a 229 requerentes em setembro, sendo o mês com o menor quantitativo. Outubro (297) e novembro (319) apresentaram uma gradual elevação, mas ainda assim, ficaram abaixo do registrado em janeiro (381).

Segundo o presidente do Sindicato dos Contabilistas de Passos e Região, Antônio de Pádua Cardoso, a diminuição das solicitações pode ser explicada pela estabilização da economia, “em um patamar mais baixo, por isso não houve aumento de novas demissões. Como começou o pagamento do auxílio emergencial e uma pequena flexibilidade, o quadro se estabilizou”, disse.

Ainda segundo Cardoso, os meses de maio e abril foram o período no qual as empresas estavam se adaptando com as quedas nas receitas impulsionadas pela pandemia da covid-19 e, consequentemente, houve mais demissões, acarretando no aumento de solicitações pelo benefício.

Para 2021, Cardoso projeta que a economia dependerá de uma série de fatores.

Agora é a expectativa quanto ao fim de ano e o ano novo se haverá incremento da atividade econômica para a geração de empregos e, em consequência, a diminuição do desemprego gerado num primeiro momento. Tudo, acredito, irá depender da progressão da pandemia e a implementação da vacina, para podermos ter um ambiente econômico e social melhor. Acredito, também, que a economia deverá ficar um pouco parada no primeiro trimestre, devido às incertezas da pandemia, a vacina e o fim do auxílio emergencial – para complicar, qualquer medida que precisar do congresso, deverá esperar a posse no novo presidente do senado e da câmara dos deputados”, apontou.