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Passos tem 161 afastamentos entre profissionais de saúde

7 de Maio de 2020

PASSOS- Em Passos, 161 profissionais da área da saúde foram afastados do trabalho desde março devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Deste número, há médicos, dentistas e profissionais da assepsia que se enquadraram nos grupos de risco ou que apresentaram algum sintoma da doença. Na Santa Casa de Misericórdia de Passos, cerca de 5% do quadro de funcionários foram afastados.

O afastamento de pessoas que estão nos grupos de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas, e de pessoas com sintomas de covid-19 é recomendável para a prevenção e proteção dos trabalhadores, de outros funcionários e também de pacientes. Em Passos, há 161 servidores municipais da área da saúde que já foram afastados no período de 23 de março a 30 de abril.

São 74 servidores que apresentaram atestados médicos, sendo 41 afastados no período de 7 a 14 dias por manifestarem sintomas da doença, e 34 por períodos menores em decorrência de outras patologias. Até o momento, não há nenhum caso confirmado do infecção por coronavírus entre os servidores. Desses profissionais, até esta terça-feira, cinco já haviam retornado ao trabalho 74 permaneciam afastados.

Há, também, outros 84 profissionais que foram afastados obrigatoriamente por se enquadrarem nos grupos de risco, sendo 44 por comorbidades associadas às complicações do coronavírus- esses apresentaram atestados médicos como previa o decreto 1537-, e 40 por terem 60 anos ou mais. Esses profissionais permanecem afastados no regime de férias. Ainda, há três servidores no regime de trabalho em casa, uma médica que está atuando em emissões de receitas contínuas e duas enfermeiras em funções administrativas.

De acordo com a responsável pelo setor pessoal da Secretaria de Saúde de Passos, Cíntia Freitas, está sendo feito o remanejamento do quadro de funcionários para outras unidades. Em relação à dificuldades em atender a demanda da população, uma vez que há menos trabalhadores atuando, Cíntia comentou que várias atividades sofreram redução, muitas delas relacionadas aos atendimentos domiciliares, principalmente nas realizadas pelos agentes comunitários.

Cenário na SCMP

De acordo com a enfermeira do serviço de saúde ocupacional da Santa Casa, Aline Oliveira Russi Pereira, na instituição, que é referência para o tratamento de covid-19 na região, desde o início da pandemia e até esta terça-feira, 5, foram afastados 2% dos profissionais do hospital por serem do grupo de risco e precisam ficar distantes da linha de frente, sendo que uns estão no regime de férias e outros trabalhando em casa, e 3% por apresentarem algum sintoma da covid-19 ou possuírem contato próximo com suspeitos.

Todos os servidores do segundo grupo citado retornaram à instituição, que não possui casos confirmados em funcionários. As trabalhadoras gestantes foram remanejadas para setores que não recebem pacientes suspeitos, nenhuma foi afastada por prevenção ou por doença.

No caso dos profissionais do grupo de risco, foi avaliado individualmente e validado pelos médicos do trabalho da SCMP para o afastamento. Em relação às gestantes, a decisão foi tomada após a realização de um encontro com alguns especialistas para acolher e esclarecer algumas dúvidas de questões trabalhistas e da contaminação do vírus. Ainda segundo a enfermeira, foi preconizado que os funcionários que apresentaram sintomas ou são próximos a suspeitos fizessem o teste.

“Gostaríamos de destacar que estamos muito satisfeitos com nossos resultados, visto que a instituição já atendeu casos positivos, além dos suspeitos, e nossos profissionais até o momento testaram negativos. Acreditamos que isso seja o resultado de nossas ações intensificadas de estruturação de barreiras e ações de segurança para o trabalhador, como treinamentos contínuos, acompanhamento das aquisições e distribuição de EPI’s, acompanhamento in loco, além de todo trabalho de acolhimento que também estamos realizando como apoio psicológico, ações de pausa laboral, dentre outros”, pontuou Aline.