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Passos mantém risco de racionamento

Por Nathália Araújo / Redação

14 de outubro de 2020

Foto: Divulgação (Agência Brasil)

PASSOS – O volume das chuvas que ocorreram no fim de semana prolongado não foi suficiente para normalizar os índices de abastecimento nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) de Passos. De acordo com informações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), durante esses dias, foi necessário utilizar os recursos hídricos do Rio Grande para atender as residências localizadas nas partes altas da cidade. Embora a situação tenha sido amenizada, ainda existe a possibilidade de racionamento, caso o nível de vazão do Ribeirão Bocaina permaneça no limite mínimo.

Pedro Teixeira, diretor-geral da autarquia, explica que o problema surgiu devido ao longo período de estiagem e pode ser resolvido apenas quando chover o suficiente para que o curso da água ultrapasse as barragens de contenção e volte ao leito do ribeirão.

Trabalhamos em ações de conscientização durante o ano todo, porque as pessoas precisam adotar medidas para diminuir os gastos e evitar quaisquer desperdícios. O desabastecimento ainda afeta a população, e a chuva que registramos não mudou praticamente nada nessa questão”, destacou.

Segundo Ronaldo Nunes da Silva, técnico responsável pelo Sistema Rio Grande de Abastecimento, o volume do tratamento de água referente ao mês de outubro está em 36 milhões de litros por dia e já é maior do que o registrado em agosto e setembro. Para justificar os números elevados, ele destaca as altas temperaturas e as queimadas, já que isso faz com que as pessoas limpem a casa com mais frequência, tomem banhos mais longos e encham piscinas.

A média anual é de 1,2 mil mm de chuva em Passos e, até agora, foram apenas 700 mm. Ou seja, ainda falta muito. Com a chegada das primeiras chuvas e com o uso das águas do Rio Grande, a situação está temporariamente resolvida, mas não sabemos até quando. Legalmente, existe um limite para a nossa outorga, visto que podemos aproveitar 60% da água e o resto deve seguir para a vida do local. Com a queda de 40% na vazão, estamos mais ainda mais restritos e precisamos resolver isso com o apoio da população”, disse o técnico.

Buscando tranquilizar os passenses, Claudemir Azevedo, meteorologista do 5º distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), afirma que as previsões climáticas apontam para ocorrência de chuvas até a próxima semana.

A densa massa de ar quente e seco perdeu suas características e agora a cidade não deve contar com dias muitos quentes. Nesta quarta-feira, 14, a mínima é de 18ºC e a máxima pode chegar a 27ºC, considerando que deve chover até o dia 20, o que também colabora com o aumento expressivo na umidade relativa do ar”, informou.