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Passense conquista o primeiro lugar no Circuito Paulista de Travessias Aquáticas

Felipe Misuraca / Especial

22 de junho de 2021

Raphael conquistou o 1º lugar no Circuito Paulista de Travessias :/ Reprodução

PASSOS – No último domingo, 20, o passense Raphael Juliano Silveira Frazão, de apenas 13 anos, venceu o Circuito Paulista de Travessias Aquáticas na cidade de Ibiúna, interior de São Paulo. O atleta recebeu medalha de ouro por realizar a travessia de 1000 metros em 18 minutos e 24 segundos. Para competir, Raphael realiza uma rotina dividida entre os estudos e os treinos físicos. O atleta estuda na escola durante o período da manhã e realiza os treinos aquáticos das 15 horas até às 17h30 todos os dias, incluindo sábados.

De acordo com ele, sua paixão pela natação começou no momento em que se mudou para Caraguatatuba, cidade litorânea do estado de São Paulo há 6 anos.

“Sempre gostei de esportes e a natação foi o que eu mais me identifiquei e me dei bem, mas nunca sonhei com isso”, disse.

Raphael pratica surf como lazer quando tem tempo livre.

“Além da natação, também surfo, mas nada profissionalmente. O surf eu vejo mais como um esporte de lazer”, afirmou o atleta.

Para ele, a sua vitória é consequência de uma rotina bastante regrada, com treinos realizados durante seis dias por semana, além de atividades físicas envolvendo o crossfit três vezes por semana.

“Minha expectativa é sempre continuar melhorando cada vez mais e representar a minha cidade e equipe no Campeonato Brasileiro e, quem sabe um dia, nas olimpíadas”, comentou. O atleta aponta a idade como uma das maiores dificuldades da competição.

“É muito difícil nadar com atletas mais velhos. Faço aniversário no final do ano e na natação, as divisões são de acordo com o ano e não o mês”, comentou. “Foi muito difícil, mas como moro em uma cidade no litoral, tenho o mar para praticar. A equipe principal não parou de treinar, apenas adaptou aos novos tempos”, finalizou Raphael.

Segundo a mãe do atleta, Suiane Silveira Frazão, o início do sonho do filho começou quando ele tinha apenas 6 anos de idade.

“Coloquei ele na natação e o professor observou ele nadando e pediu para que eu o levasse para fazer um teste na equipe principal com o professor responsável. Felizmente, ele passou e continua lá até hoje”, disse. Para Suiane, uma de suas maiores preocupações é ver o filho competir no mar. “Não conseguimos localizá-lo porque ele some e volta quase uma hora depois. É um desespero total”, comentou.

“Eu, como mãe, só espero que ele faça sempre o seu melhor, independentemente do resultado. Ele é o orgulho da nossa família”, finalizou.