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Parque da Canastra terá verba de indenização da Vale

Por Nathália Araújo / Redação

8 de julho de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS – O Parque Nacional da Serra da Canastra está entre as unidades de conservação que serão contempladas com a verba estadual de R$150 milhões para aplicação em infraestrutura, trilhas, sinalizações, incentivo ao ecoturismo, planos de manejo e de combate a incêndios, e outras ações a serem definidas para as áreas naturais de Minas Gerais. O recurso é proveniente de um acordo firmado entre o Ministério do Meio Ambiente e a mineradora Vale, que deve realizar um pagamento de indenização por conta dos danos ambientais causados pelo rompimento da barragem de rejeitos no município de Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

Outras unidades que serão beneficiadas são os parques nacionais do Caparaó, da Serra do Cipó, da Serra da Gandarela, Cavernas do Peruaçu, Grande Sertão Veredas e o das Sempre Vivas, que vão receber obras de saneamento básico e investimentos para preservação e estruturação das áreas. A principal intenção da medida é oferecer boas condições de visitação e infraestrutura necessária para o turismo, além de gerar empregos para o entorno das regiões.

Em adição ao acordo com a Vale, outros R$100 milhões serão repassados para auxiliar projetos de reparações sanitárias, os quais devem contribuir com ações de melhoria do meio ambiente nos municípios mineiros. Todo o valor deve ser investido no programa Lixão Zero, que pretende oferecer destinação correta dos descartes e, ainda, em saneamento básico nas áreas verdes que se encontram em espaços urbanos.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as aplicações da indenização são consideradas como oportunidade de desenvolvimento das atividades turísticas e de geração de renda.

Serão investimentos em estruturação de diversas esferas dos parques, os quais serão preparados para receber um eficiente receptivo turístico. O fundo pretende trazer um novo tempo para estes locais, uma vez que é fundamental para o faturamento e geração de empregos”, destaca a representação da pasta.

O documento que aborda a determinação estabelece que os projetos possuem o prazo de até três anos para a realização, a partir da aprovação de cada proposta. Para fiscalizar as ações, grupos formados por representantes do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), considerando que a cada seis meses devem ser registrados relatórios com prestação de contas, explicando andamento das obras e a execução financeira.