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Paraíso inaugura Cemitério Ecológico

6 de Maio de 2020

O conjunto de túmulos construído pela Secretaria de Obras é composto, inicialmente, por 120 lóculos verticais , sendo que 40 já estão com o acabamento em mármore.

S.S. DO PARAÍSO – A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso inaugurou, no dia 1º de maio, o Cemitério Ecológico “Memorial da Saudade”, data em que ocorreu o primeiro sepultamento — de uma mulher. O conjunto de túmulos construído pela Secretaria de Obras é composto inicialmente por 120 lóculos verticais, sendo que 40 já estão com o acabamento em mármore, incluindo o espaço do filtro inativador de gases para decomposição dos corpos. Ao todo serão 600 jazigos que vão permitir o aumento da capacidade do local.

De acordo com Jeferson Braghini, administrador do cemitério, a Prefeitura está oferecendo às famílias o que há de mais avançado no segmento, dentro de uma estrutura moderna, bonita e bem localizada, que respeita as mais variadas crenças. “Respeitamos também o processo natural de redução do corpo, simulando o processo próprio da natureza com avançada tecnologia sem agressão ao meio ambiente”, explica.

O Cemitério Ecológico possui patente da Valfer Tecnologia — a única solução disponível no mercado que atende plenamente às exigências da Resolução 335 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que regulamenta o licenciamento ambiental de cemitérios no Brasil. A concessão de uso do lóculo temporário no Memorial da Saudade pertencente à Prefeitura e ocorrerá pelo prazo de três anos, a contar da data de inumação — quando for pessoa de idade igual ou superior a seis anos de idade, e por um ano e meio quando de idade inferior a seis anos. Os novos espaços serão para uso das famílias que não possuem túmulos no cemitério.

Vencidos os prazos, o serviço de cemitério realizará o translado dos restos mortais para jazigo a ser indicado pela família ou para o Ossuário Perpétuo do Memorial da Saudade. Caso não haja manifestação da família no prazo de cinco dias a contar da notificação, a Prefeitura realiza a exumação e translado dos despojos mortais para o ossuário coletivo, ficando o lóculo em disponibilidade do município para efetuar novos sepultamentos. Hoje a taxa de concessão para uso do espaço é de R$922,46.

Para o prefeito Walker Américo Oliveira, o Walkinho, esta é uma proposta inovadora e a melhor alternativa para o sério problema de falta de espaço para novos sepultamentos no cemitério municipal, que atualmente tem mais de sete mil túmulos. “É uma estrutura ecologicamente correta, que permite que sejam realizados procedimentos corretos do ponto de vista sanitário e simbólico, com um espaço digno para que as famílias possam visitar as lápides de seus entes queridos”, ressaltou Walkinho.