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Para Pacheco, reforma não pode acarretar aumento da carga tributária

15 de junho de 2021

Pacheco reforça a importância da vacinação em massa :/ Reprodução

BRASÍLIA – A proteção de setores severamente atingidos pelos efeitos econômicos da pandemia da covid-19, da possibilidade de aumento de tributos e, por outro lado, o fomento da criação de ferramentas que permitam sua recuperação foram temas defendidos pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (Democratas-MG), nesta segunda-feira, 14. O senador mineiro ressaltou que a vacinação em massa da população contra o coronavírus é a condição na qual a cadeia produtiva do país voltará à normalidade.

“Uma preocupação grande que tenho é a de não onerar setor algum, muito menos os que foram severamente atingidos pela pandemia. Aliás, uma premissa da reforma tributária haverá de ser a recusa e a rejeição a qualquer iniciativa que imponha aumento de carga tributária. Obviamente, que isso sob o ponto de vista geral, porque eventualmente se pode ter a criação de um imposto para supressão de outro, ou o aumento de uma alíquota e a redução de outra, esse é um sistema que pode se organizar dessa forma. Mas nós não podemos, sob o prisma geral de carga tributária, admitir o aumento de impostos para o contribuinte”, destacou Pacheco.

Pacheco declarou que a vacinação em massa da população brasileira, ainda neste ano, é o que vai permitir que o país volte à normalidade. Entretanto, haverá a necessidade de auxílio aos afetados pela crise econômica. Segundo ele, isso pode ser feito com ações como aliberação de crédito, seja por meio de bancos públicos ou privados, e políticas públicas inclusivas por parte do governo federal, a implantação de um novo Refis, e até mesmo medidas adotadas por meio da reforma tributária.

“Acredito que são essas iniciativas que nós podemos e devemos fazer para poder salvar todos esses setores da economia”, destacou.

O presidente do Senado analisou que, além da tragédia de perda de vidas e da desigualdade social, a pandemia da covid-19 gerou um descompasso entre setores econômicos, com alguns tendo resultados acima do esperado e, outros, com dificuldades enormes nas suas operações. Ele citou a mineração e o agronegócio, como exemplos de áreas que não foram afetadas. Já o comércio, bares, restaurantes, turismo e de transporte passam por dificuldades:

“Setores estão com um lucro acima do que se imaginava em qualquer situação do país, e que bom que estejam assim porque geram emprego e arrecadação, é muito importante que todos evoluam, mas há um disparate muito grande”, avaliou.