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Pandemia muda rotina e diminui procura por materiais escolares

Por Gabriella Alux/ Especial

10 de fevereiro de 2021

Escolas orientam reaproveitamento dos materiais escolares comprados em 2020. / Foto: Divulgação

PASSOS – O mês de fevereiro normalmente marcava o início do ano letivo, das listas de material escolar, pesquisa de preços, orçamentos e movimento de consumidores em papelarias. Com a pandemia, este ritual mudou e os itens básicos, como caderno, lápis e caneta, passaram a dominar nas aulas on-line. O reflexo é que as vendas nas papelarias, neste início de ano, chegaram a cair 60% em relação ao começo do ano letivo de 2020.

Foto: Divulgação

Segundo Marcelo Brandão Arrouk, proprietário de uma papelaria em Passos, as vendas continuam acontecendo, mas apenas de materiais essenciais, o que acarretou em queda de cerca de 60% em relação ao ano anterior.

Os pais vêm procurando itens escolares de forma avulsa e sem lista de materiais enviadas pelas escolas. O que mais estamos vendendo são lápis, caneta e cadernos. Então, temos visto que são as ferramentas realmente básicas e uma coisa ou outra que acabou. Em comparação com o ano passado, houve queda, mas minha expectativa é que as vendas aumentem e a gente possa recuperar o prejuízo”, disse.

Andreia Cruz Francklim, mãe dos estudantes Leonardo Cruz Francklim, 13 anos, e Rafael Cruz Francklim, 11 anos, conta que esse ano não recebeu lista de material para comprar.

O que eu recebi da coordenação foram dicas do que ter no estojo e materiais essenciais, como caderno de 10 matérias, lápis e borracha. O básico. Não precisei comprar itens como canetinhas, lápis de cor, uma vez que usaram muito pouco no ano passado, já que eles fazem muita coisa online através da plataforma do colégio, além dos livros e apostilas que as escolas mandam”, disse.

Neste ano, considerei uma experiência muito diferente que a dos outros. Eu sempre ia em uma ou duas papelarias e fazia um orçamento primeiro. Desta vez, no entanto, eu acabei comprando on-line mesmo, com preços promocionais, em uma quantidade que serve à família toda com itens básicos e que compensavam para mim. Senti que foi muito mais fácil e prático comprar assim e não ter que ir em papelarias físicas”, disse Andreia.

Foto: Divulgação

A diretoria de colégio Creide Ponçansini reafirmou o pedido de reaproveitamento feito pelas escolas.

Enviamos a mesma lista de materiais que a do ano passado, pois esperamos que possamos voltar às aulas presencialmente ainda este ano. No entanto, estamos a todo tempo orientando aos pais que tentem reaproveitar os materiais comprados em 2020, uma vez que as aulas presenciais duraram apenas dois meses, praticamente. Até mesmo porque foi visto que nas aulas on-line se utiliza muito menos os materiais, pois os professores buscam trabalhar apenas em cima das apostilas, sem textos ou ferramentas adicionais”, finalizou.


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