Destaques Do Leitor

Olhos fechados

19 de Maio de 2020

Outra cidade, outro Brasil, outro mundo é possível. Compete a cada um de nós fazer a sua parte. E olhem bem, há tempos o sociólogo brasileiro e ativista dos direitos humanos, Herbert José de Souza – o Betinho, já previa: só a participação cidadã é capaz de mudar o país. O crescimento de uma cidade e de uma nação é bom, é louvável. Mas é perverso e perigoso se visto pelos olhos do “antagonista social”.

O cidadão, um ser sociável por excelência, está pronto, já ao nascer, para receber seu patrimônio cultural, educacional, sua religiosidade e civilidade, e outros valores pertinentes à convivência em comum. O aprendizado, se for bom e captado, se desenvolve no caminho do bem e, aos poucos, absorve os valores cultivados pela família, pela escola, por vizinhos, pelos amigos próximos, da sua cidade e ou do país. A cidade, de repente, progride, cresce rapidamente sem o preparo necessário e organização adequada, sem inspiração de bons exemplos. Daí, não há prosperidade. E, segundo os que permanecem de olhos fechados, decretam: do jeito que está, está bom! “De olhos abertos, eu vejo é nada. De olhos fechados, eu sinto é tudo”. (Frase nordestina). E, ainda, frase do livro De outros jeitos de usar a boca, do autor Rupi Kaur: Eu sou um museu cheio de quadros. Mas você estava de olhos fechados.

Fernando de Miranda Jorge – Jacuí/MG

Reflexões sobre coronavírus

Ainda não é possível precisar, exatamente, até quando irá perdurar a pandemia, que teve início no começo de 2020, provocada por um vírus denominado novo coronavírus e que, atualmente, assola o mundo. As autoridades médicas esperam uma diminuição de contágios ainda neste ano, mas preveem a produção de uma vacina apenas a partir de 2021. Esta pandemia conseguiu transtornar todos – repetimos – todos os dirigentes mundiais, e demonstrou, antes de tudo, o quanto somos frágeis, nós, seres humanos. Mas, na verdade, a pandemia se revelou extremamente grave, não só do ponto de vista médico/sanitário como, e principalmente, pelas consequências econômicas. E, nesse caso, não haverá diferença entre países ricos e pobres… Estaremos todos no mesmo barco.

Múcio Batista de Souza – Belo Horizonte /MG