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Obras da Estrada Perimetral começaram nesta sexta-feira

Por Adriana Dias / Redação

26 de setembro de 2020

A estrada Perimetral, que liga a Linha da Julieira, nos fundos da Vila São José ao Aeroporto José Figueiredo, teve início nesta sexta-feira, 25. / Foto: Divulgação

PASSOS – A prefeitura de Passos deu início na manhã desta sexta-feira, 25, às obras da Estrada Perimetral, que deve ligar a Linha da Julieira até a MG-050, nas proximidades do Aeroporto José Figueiredo. A Folha divulgou no dia 9 de setembro o descontentamento de produtores rurais e suas dificuldades para escoar as produções de gado e outros produtos agrícolas. Alguns comemoraram ontem o atendimento do pedido, que é feito há mais de 30 anos. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Agropecuária e Abastecimento, José Luiz Ribeiro, as obras devem terminar já na próxima terça-feira, 29.

O produtor rural e empresário Antônio Maia da Silveira, o Faxa, celebrou a abertura da estrada.

Depois de mais de 30 anos, passando por várias administrações municipais (José Hernani, Nelson Mais, Ataíde Vilela) e nada foi feito. Graças ao produtor Carlos Batista, que possibilitou mudar a estrada para o alto e segue rumo a Vila São José e segue para o Aeroporto. Vai passar também próximo a um loteamento, e temos que ressaltar aqui o empenho do secretário José Luiz e, sem dúvidas, do proprietário destas terras, o Batista, que não mediu esforços para dar acesso a esta estrada. Ele está ciente do progresso que esta via vai trazer para Passos. Agora é rapidinho, sem problemas. E agradeço o empenho da Folha da Manhã também em dar visibilidade ao problema”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, agora os caminhões vão evitar passar dentro da cidade.

Falar com produtor rural é fácil, todos solícitos em ajudar, em contribuir. O duro é lidar com o poder público. E, com Renatinho Ourives, foi quase no apagar das luzes, e sabemos que muito pelo empenho do Zé Luiz, que é produtor rural e sabe da necessidade desta estrada. E, o melhor, sabe qual o custo desta obra para a prefeitura? Nada mais do que umas dez horas/máquina para abrir a estrada, algo aproximadamente orçado em R$1,5 mil. Enquanto passando pela cidade, os caminhões levam um prejuízo enorme estragando o asfalto, arrebentando fios. Fica claro que a boa vontade do poder público não esbarra no dinheiro”, garantiu Faxa.

A Julieira

Há mais de 60 anos, produtores rurais que saem da Linha do Bananal, passam pela Vila São José (atualmente) e chegam à Linha da Julieira estavam tendo dificuldades no escoamento de suas produções. Cerca de 80% de toda produção de gado de corte de Passos, algo em torno de 15 mil cabeças, além de outros animais e da produção agrícola, como soja, milho, sorgo e horticultura, sai de propriedades rurais das Linhas da Julieira, Toledos e Morro do Café, região Norte da cidade.

Os proprietários das fazendas passenses estavam com dificuldades para realizar a comercialização de seus produtos por falta de vias de acesso à zona rural. O tráfego feito pela MG-050 só chega à estrada rural da Julieira através do bairro da Penha – especialmente pelo corredor da Penha. Como os caminhões são altos e a fiação é baixa, está virando rotina a ocorrência de corte de energia, telefonia e dados. Uma solução seria a avenida do Contorno, já em análise pela prefeitura de Passos.

Passando por fora da cidade, são em torno de 2 quilômetros da Julieira até a MG-050, e, por dentro da cidade, cerca de 3,5 quilômetros, sem considerar os obstáculos e problemas que podem ocorrer. Passos é composta por diversas estradas rurais, são elas: a Linha da Julieira, com mais de 44 quilômetros, terminando no Rio Grande; as linhas do Bananal, Tanquinho, Estrada Mata Cachorra, Bom Jardim, Estrada Marimbondo, Estrada Capitão, Estrada Estiva, Linha dos Campos, com 40 quilômetros, chegando a Alpinópolis; das Águas, com 35 quilômetros, também chegando a Alpinópolis; da Mumbuca, Morro do Café, Estrada da Usina Rio Grande, Estrada Santos Reis, Estrada de Santa Luzia, que sai nas Areias e Taquaruçu.

Em todas estas estradas passam Kombi escolar, leiteiros, escoamento de café e outras produções. Precisamos cuidar muito bem destas estradas”, finalizou o secretário José Luiz Ribeiro.