Destaques Do Leitor

O caos populacional mundial

27 de outubro de 2020

Não será surpresa quando houver muito mais gente que espaço físico no planeta. O mundo caminha para essa situação inexorável e previsível da qual ninguém poderá se eximir. A priori, todas as nações do mundo, sabem de sobra que tal estado de coisa vai acontecer, mas poucas, muito poucas já começaram a tomar medidas emergenciais sérias em relação ao controle populacional, alimentar e sanitário.

Nós brasileiros só nos damos conta do problema em meio ao mesmo. Temos fontes energéticas, solo agricultável e reservas hídricas como o aquífero Guarani, um dos maiores do mundo, bacia do Rio Amazonas, bacia do Rio São Francisco e a bacia do Rio Paraná. Podemos nos dizer um país diferenciado dos demais tanto em dimensão quanto em reservas. O problema primário comum à todos os povos, está na quantidade de pessoas que o mundo terá que alimentar por volta de 2070.Hoje somos no mundo uma população estimada em oito bilhões de habitantes e 26,4% já passam fome –relatório da ONU–,e seremos mais dez bilhões em 2070.Eu não estarei aqui, nem assistirei tal acontecimento que deixarei de herança para os que vierem depois de mim, mas já me preocupo com os que virão.

Ainda temos tempo hábil para adequar o caos que está por vir, racionalizando terras, tomando sérias medidas sanitárias mundiais para evitar epidemias ,procurando novas fontes energéticas limpas e principalmente procurar quadruplicar a oferta de alimentação .Nós no Brasil, temos vastíssimos territórios agricultáveis e por agricultar, matriz energética fantástica, reservas hídricas de tirar o fôlego, e um mar de petróleo no pré-sal.

Mesmo diante de tudo isso precisamos tomar medidas cautelares e fazer valer a nossa soberania em todo o nosso vastíssimo território, para que o mesmo não venha a ser disputado e desfrutado por países estrangeiros e nós permaneçamos assistindo passivamente como já vem acontecendo. Cada um que providencie e cuide da sua subsistência diante dessa futura hecatombe que se nos desenha não muito distante. Sabemos outrossim, que doenças se propagam em meio à multidões, o que nos leva a repensar a construção de futuras cidades sem muita demora. Cidades superpovoadas como algumas grandes capitais brasileiras, antes construídas horizontalmente, como Brasília e que hoje são verticalizadas, já se encontrando exauridas e praticamente sufocadas pelo concreto aleatório.

São um aglomerado de espigões, verdadeiros tubos de ensaio verticais prontos para o cultivo e propagação incontrolável de vírus e bactérias ressurgentes e emergentes. Vamos nos adequar para sobreviver ao tsunami populacional que infelizmente se avizinha do mundo globalizado. Em Tempo – O prato cheio para todos os tipos de doenças infecto contagiosas ou não, chama-se multidão. Isso a China e a Índia conhecem muito bem.

Gilvan Barbosa Gama – Piúma/ES