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Número de famílias em extrema pobreza cresce 41,3% em Passos

Nathália Araújo / Redação

24 de setembro de 2021

Ao todo, são 3.362 famílias em situação de extrema pobreza, incluídas no Cadastro Único

PASSOS – O número de famílias em extrema pobreza incluídas no Cadastro Único (CadÚnico) aumentou 41,31% em um ano em Passos. levantamento realizado com base em informações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda (Sedest) mostra que o número de famílias com com renda mensal entre zero e R$89 subiu de 2.379, em setembro de 2020, para 3.362 neste mês, e que elas representam 28% dos cadastros na plataforma.

A atualização dos dados apresentados para o sistema do CadÚnico pode considerar as informações por até dois anos sem que seja editado e inclui dados de escolaridade, residência e situação de trabalho e renda. De acordo com dados Ministério da Economia, entre os principais fatores que podem ter levado muitas famílias à situação de extrema pobreza estão as demissões ocorreram desde o início da pandemia do novo coronavírus.

A diretora de Assistência Social, Priscila Viana Costa, afirma que os centros de atendimento intensificaram as ações.

“Tendo em vista o aumento do desemprego, os Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e o Programa Bolsa Família intensificaram suas ações de atendimento e cadastramento, o que contribuiu com a quantidade de famílias que passaram a receber benefícios oferecidos pelo Governo Federal”, disse.

Ela também também destaca que a Sedest tem promovido ações para tentar melhorar as condições de vida dessas pessoas, com concessão de 6.117 cestas básicas, 89 aluguéis sociais, 72 auxílios Natalidade, para compra de enxoval a recém nascidos e, oito auxílios funerais desde o início do ano.

“Os cidadãos recebem as devidas orientações sobre os benefícios assistenciais e também recebem os serviços para encaminhamento aos serviços ofertados pelo município, tais como emissão de documentos, tarifa social de água e energia, auxílio emergencial na modalidade cesta básica e outros”, afirma Priscila.

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Mundial das Nações Unidas para a Pesquisa Econômica do Desenvolvimento (Unu-Wider) mostrou que, desde o ano passado, cerca de 12 milhões de brasileiros entraram para a situação de extrema pobreza e que o tempo para recuperação pode levar mais de 20 anos.