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Nível do Ribeirão Bocaina está 30% mais baixo e Saae alerta para rodízio

Ézio Santos/ Especial

24 de setembro de 2021

O nível do Ribeirão Bocaina está 30% menor que em setembro do ano passado, diz diretor do saae

PASSOS – O diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Passos, Esmeraldo Pereira Santos, afirma que o nível do Ribeirão Bocaina está 30% menor que em setembro do ano passado. Segundo ele, por hora, não há risco de desabastecimento de água potável, mas, se não chover nos próximos dias, o rodízio na distribuição não está totalmente descartado e o desperdício pode piorar a situação.

O Ribeirão Bocaina abastece 68% da cidade e o restante recebe água do Rio Grande.

“Há o projeto de se construir, em 2022, uma rede interligando as duas estações de captação. Com isso, toda a distribuição passará a ser equilibrada e nenhum risco de ocorrer problemas de desabastecimento no perímetro urbano. Hoje, digo que não há possibilidade de rodízio ou de faltar água por dias seguidos, mas é preciso que venha bastante chuva em breve. Para manter o fornecimento normalizado, executamos interrupções programadas ou manobras que duram no máximo quatro horas por dia nos mais de 20 reservatórios espalhados pela cidade”, disse Esmeraldo.

O diretor também afirma que a população deve evitar o desperdício e economizar.

“No perímetro urbano, o correto é usar água para as necessidades básicas do dia a dia, mas sem excessos, ou seja, a quantidade normal. O desperdício é o que temos visto por aí. Gente lavando calçada ou carro com apenas esguicho da mangueira. Use também a vassoura ou pena nas duas situações”, comentou.

O uso racional da água também deve ser adotado por ruralistas que têm o Bocaina em suas propriedades como fonte de água para irrigação, afirma o diretor da autarquia.

“Sem prejudicar a captação e o bombeamento até a Estação de Tratamento (ETA), a denominada de Antônio Porto, localizada no Jardim Embratel, região do Bairro Nossa Senhora Aparecida, liguem os pivôs das lavouras ou horta de legumes sempre à noite ou início das manhãs, quando o consumo no perímetro urbano é menor. Dessa forma, podemos ligar duas das três bombas 24 horas por dia”, explicou.

Atualmente, a ETA Antônio Porto consegue tratar 22 milhões de litros por dia. A capacidade da ETA Otalírio Silveira, que recebe água do rio Grande, é de 12 milhões litros por dia. Cada um dos dois reservatórios acumula 3 milhões de litros. Sobre as estações de captação, Esmeraldo afirma que as bombas do Bocaina sugam 360 litros por segundo e, no Rio Grande, 160 litros por segundo.

“Temos projeto de ampliá-la para 240 litros por segundo, e no futuro próximo, chegar também a 360. As duas terão a mesma capacidade, aumentando, inclusive, a de tratamento e distribuição à população”, finalizou.