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Mutirão de castração atende 600 animais em Paraíso

8 de Maio de 2021

Foto: Divulgação.

S. S. PARAÍSO – A Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, por meio da Vigilância em Saúde e em parceria com a ONG Aliança Juizforana pela Defesa dos Animais (Ajuda), já castrou mais de 600 animais em três dias de mutirão de castração no município. A expectativa é de que cerca de quatro mil animais sejam atendidos pelo programa de esterilização até o final deste mês. As equipes responsáveis pela castração chamam a atenção para a necessidade da população não deixar de levar os animais no dia do agendamento.

Logo no início, foram aproximadamente 200 animais castrados e, pelo menos, 60 pessoas não compareceram no primeiro dia de agendamento. Conforme destaca a coordenadora da Vigilância em Saúde, Fernanda Sposito, o cadastro é muito importante para que a Vigilância em Saúde possa realizar o agendamento e organizar o fluxo da castração, que ocorre no Estádio Irmãos Capatti (Campão).

No momento da ligação, o cidadão precisa informar se pode comparecer na data, para que possamos remarcar caso haja algum empecilho. Em cima da hora, não conseguimos substituir esses agendamentos”, destaca. Fernanda explica que a dificuldade em substituir os agendamentos daqueles que não compareceram se dá devido ao jejum que o animal precisa fazer para que possa ser castrado.

Conforme o coordenador de um dos castramóveis, Frederico Fagundes, toda a equipe está bastante satisfeita com os trabalhos que estão sendo realizados. “As pessoas que estão vindo aqui estão bem felizes, porque não demora muito a castração e estamos conseguindo manter um fluxo bem dinâmico”, ressalta. Em relação às dúvidas, o coordenador explica que somente alguns casos não podem ser atendidos, entre eles fêmeas que tiveram cria recentemente, sendo necessário esperar um intervalo de 60 dias após o parto; animais de focinho curto e com menos de três quilos. Para ser castrado, os animais também precisam ter idade entre seis meses a sete anos.

Sobre os animais abandonados, Frederico ressalta que é necessário que eles sejam adotados temporariamente, já que necessitam de cuidados pós-cirúrgicos. “Precisamos que as pessoas deem esse lar temporário para esses animais e fique responsável por ele para que possamos fazer a castração, pelo menos de 10 a 15 dias”, aponta. Foi o que fez a tutora temporária Ana Maria da Silva, que levou para a castração dois animais comunitários que são cuidados pela população do bairro São Judas. “No São Judas há uma grande quantidade de animais de rua, e na medida do possível tentamos ajudar, mas é quase impossível fazer isso com todos. Eu conseguir trazer dois animais e à medida do possível vou trazendo esses animais. A população precisa se conscientizar e ajudar a trazer esses animais, para que possamos diminuir o número de cães e gatos nas ruas da nossa cidade”, completou.