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Mulheres avançam nos segmentos de mototáxi e motofrete em Passos

12 de abril de 2021

Prefeitura pede para que os mototaxistas façam regularização dos documentos. / Foto: Divulgação

PASSOS – O número de mulheres que trabalham como mototaxistas tem aumentado em Passos, mas a maioria dos profissionais que atuam no segmento trabalham sem regularização junto à prefeitura. Segundo o diretor do Departamento de Transporte da prefeitura, João Dias Reis Júnior, 16 mulheres têm cadastro e credenciamento como mototaxistas.

No registro, apenas 16 mulheres estão cadastradas e credenciadas como mototaxistas. Mesmo assim, é perceptível o aumento, ainda mais considerando perdas de emprego devido à pandemia. Por isso mesmo, reforço o pedido para que os mototaxistas e motofretistas regularizem os documentos, pois haverá, no segundo semestre, um chamamento. Ou seja, serão disponibilizadas as vagas para 278 mototaxistas e 199 motofretistas”, disse.

A mototaxista Simone Aparecida Proença Sipauba conta que trabalha no ramo há três anos e, atua com cerca de 12 “motogirls”.

Não tive dificuldade para me inserir nesse mercado de trabalho, devido a minha paixão por motos e por esse serviço. Tem bastante mulher, e até mesmo homens, que preferem uma motogirl pelo fato de sermos mais educadas e tranquilas no trânsito”, afirma.

Para universitária Ana Karollayne Almeida Araújo, que costuma usar serviços de mototáxi, o aumento da participação feminina no mercado pode ser notado quando, ao solicitar um veículo mesmo sem especificação do sexo do motorista, mulheres aparecem com mais frequência para atender as chamadas.

Já aconteceu de eu pedir especificamente por mulher, mas em várias vezes, elas vieram mesmo sem um pedido detalhado. Acho muito legal ter cada vez mais mulheres trabalhando nesse serviço, pois muitas dependem apenas de mototáxi para se locomover e se sentem mais seguras em relação a assédio, por exemplo. Pessoalmente, já perdi a conta de quantas vezes fui assediada por homens mototaxistas”, disse.

Ela também afirma acreditar que o aumento se dá pela falta de emprego, já que muitas são chefes de família ou participam na manutenção do lar. “Admiro e vejo como um trabalho muito digno, que mostra como as mulheres estão cada vez mais fortes”, disse.