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Movimentação em cemitérios é menor em relação a anos anteriores

6 de novembro de 2020

Em Passos, somente no feriado, mais de 3 mil pessoas estiveram no cemitério. / Foto: Arquivo FM

PASSOS – A quantidade de pessoas que passaram pelos cemitérios ao longo do fim de semana prolongado pelo Dia de Finados apresentou queda em relação aos anos anteriores, conforme destacam os responsáveis pelos locais. Nos Cemitérios Municipais de Passos e São Sebastião do Paraíso, as visitas tiveram início na sexta-feira, 30, e seguiram até a tarde de terça-feira, 3, uma vez que a grande maioria dos cidadãos quis fugir das aglomerações e, deste modo, evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Em Passos, somente no feriado, mais de 3 mil pessoas estiveram no cemitério, considerando que em outros anos o total era de até 5 mil visitantes.

“Este é o balanço apenas da segunda-feira e percebemos uma diminuição significativa, mas nos outros dias também registramos bastante movimento. Sobre as medidas de segurança contra a covid-19, seguimos as determinações estabelecidas pelo decreto municipal, uma vez que alteramos a rota de saída para o portão dos fundos, respeitando o distanciamento social”, enfatizou Lorrana Stephane Leite do Nascimento, auxiliar administrativa do Cemitério Municipal.

No caso de São Sebastião do Paraíso, Jeferson Silva Braguini, encarregado pelo cemitério, diz que as visitas foram bem organizadas e que todos colaboraram para que as medidas de segurança fossem seguidas.

O pessoal se dividiu bastante e tudo foi muito tranquilo. Com o apoio da Guarda Municipal, conseguimos até esvaziar o local para a higienização do mesmo e, em seguida, reabrimos. Fizemos uma cerimônia de sepultamento do coronavírus e foi um sucesso. Inclusive, temos que agradecer à população por ser tão consciente sobre as limitações que enfrentamos neste momento de emergência”, ressaltou.

Lúcia Cristina dos Santos, moradora de Passos, costumava visitar o túmulo de sua mãe, falecida há nove anos, na companhia de sua irmã mais velha, mas este ano precisou ir sozinha.

Ela pertence ao grupo de risco, tem mais de 60 anos e ainda é diabética, então não posso deixar que se arrisque. Levei as flores, rezei por todas nós e sei que, lá de cima, minha mãe sabe que nosso coração está junto dela. Quando essa doença acabar, faço questão de voltar lá e fazer tudo de novo, porque quem já perdeu alguém que ama sabe como isso é especial”, contou.

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