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Morre Rodrigo Diniz, gerente do Senar Minas em Passos

4 de setembro de 2020

Rodrigo de Castro Diniz, 58 anos, morava em Passos havia 23 anos e foi o primeiro instrutor do Senar na região. / Foto: Divulgação

PASSOS – O gerente regional do Senar Minas, Rodrigo de Castro Diniz, morreu na madrugada de quinta-feira, 3, aos 58 anos. Médico veterinário de formação, ele ingressou no órgão em maio de 1995 – como instrutor – e exercia o cargo de gerente em Passos havia 23 anos. Diniz foi submetido a uma cirurgia para retirada de um nódulo, no Hospital Unimed, mas não resistiu.

Ele foi um dos primeiros instrutores do Senar Minas, ministrando o curso de Inseminação Artificial em Serrania. Em seguida, foi técnico na Regional de Uberaba por um ano e, então, atuou no Escritório Regional de Governador Valadares, onde ficou por um ano e quatro meses. Diniz era mestre em Reprodução Animal, tinha MBA em Marketing e doutorado em Novas Tecnologias em Educação. Até o fechamento desta edição, o Senar não soube informar quem irá substituí-lo.

O trabalho me permitiu evoluir como pessoa. É muito rico lidar com a diversidade de pessoas que o Senar envolve. Isso me ensinou a ouvir e a prestar atenção nas características de cada indivíduo. E a oportunidade de fazer o doutorado no exterior (Portugal), que a organização me ofereceu, possibilitou a abertura de uma nova forma de perceber a educação rural”, declarou o gerente à Revista Faemg/Senar em 2018, por ocasião dos 25 anos do Senar Minas. Rodrigo Diniz não era casado e não tinha filhos. Deixa a mãe e três irmãos. O velório e o sepultamento serão realizados nesta sexta-feira, 4, a partir das 7h, em Divinópolis.

Manifestações de pesar

Vários representantes de entidades ligadas direta ou indiretamente ao setor agropecuário enviaram suas manifestações de pesar ao Senar na quinta-feira, após saberem da morte do gerente regional. Para o diretor da unidade de Passos da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Itamar Teodoro de Faria, foi com profundo pesar que toda a comunidade acadêmica recebeu a notícia do falecimento de Diniz.

Como gerente regional do Senar Minas em Passos, Rodrigo sempre foi uma pessoa muito aberta ao diálogo e às parcerias com a nossa instituição. A comunidade acadêmica da Uemg se solidariza com toda família, amigos e também com todos os colegas de trabalho neste momento triste. Nossos sinceros e profundos sentimentos”, afirmou em nota o diretor da Uemg.

O produtor rural Ricardo Godinho, de São João Batista do Glória, lamentou a morte de Diniz. “Estamos muito tristes, perdemos nós pelo convívio, perde a região pelo belo trabalho”, disse.

Com pesar cumprimento a todos do Senar pelo falecimento do amigo Rodrigo. Estenda os meus sentimentos e os da família Coopama aos seus familiares, assim como ao Sistema Senar. Grande perda, mas que pelo seu valoroso viver, capacitou pessoas para prosseguirem com sua missão”, manifestou João Emygdio Gonçalves, diretor presidente da Cooperativa Agrária de Machado.

Para a empresária Vanessa Cassoli, a perda do gerente regional é um acontecimento muito triste.

Meus sentimentos a todos os familiares, amigos e colegas de trabalho. Rodrigo deixa um importante legado de trabalho em prol da aprendizagem no setor rural”.

O presidente do Sindicato Rural de Passos, Darlan Esper Kallas, também lamentou a morte do amigo e parceiro do setor.

Grande colaborador. Sua presença estará sempre viva nos nossos trabalhos. Cumprimentos aos seus familiares e à família Senar”, afirmou.

De acordo com o superintendente do Sistema Faemg/Senar/Inaes, Christiano Nascif, a perda é lastimável.

Rodrigo Diniz foi um técnico e colaborador exemplar do sistema. Trabalhou por 23 anos como gerente e dois anos como instrutor. Deixou uma marca forte dentro dos resultados em todos os locais que passou, por Uberaba, Valadares e Passos. A cafeicultura tem um destaque em sua trajetória. Ele teve uma importante função e trabalho em selar uma parceria com a Cooxupé. Eu poderia deixar aqui como um dos grandes destaques que Rodrigo fez na gerência. Sua inteligência e força de trabalho, capacidade de organização e liderança, além do bom contato com sindicatos, produtores e, principalmente, devido à sua seriedade e resultados, transmitia confiança, o que chancelava para estabelecer parcerias fortes”, finalizou Nascif.