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Moda & cia

POR WAGNER PENNA / Especial para a Folha

26 de abril de 2021

Foto: Divulgação

Há tempos a gente vem falando aqui sobre o novo perfil do varejo de moda – que foi totalmente remodelado pelo crescimento do e-commerce durante a pandemia covid-19. As definições em economês para isso vão desde a ‘consolidação das empresas mais robustas’ do setor até a busca por ‘novas camadas de diversificação do negócio’.

Ambos termos querem dizer que os grandes nomes do setor estão absorvendo os menos preparados para a nova fase, numa onda jamais vista de compras, propostas de compras, fusões e interações na moda brasileira. Os últimos lances foram a proposta de compra da Hering pela Arezzo, outra proposta do grupo Soma (Farm e Animale, entre outras marcas) para comprar a Shoulder, as lojas Americanas comprando Puket e Imaginarium e a Renner propondo comprar a Dafiti.

Tudo isso, impulsionado (principalmente) pelo bom desempenho das compradoras na Bolsa de Valores, com valorização em bilhões de reais – justamente por terem feito outras aquisições anteriormente eou obter um incrível crescimento no e-commerce. A grande pergunta que fica no ar é: qual será o papel futuro dos pequenos e médios negócios do setor?


VAIVÉM

Agora é oficial: a Fiemg anunciou em suas redes sociais a realização da nova edição da feira Minas Trend, entre os dias 15 e 17 de junho, em Beagá. O local será o Business Hotel (que fica ao lado da antiga sede da entidade, na rua Gonçalves Dias) . Uma lista especial de compradores VIPs convidados dará força ao evento. Com as medidas de segurança em razão da covid-19, os expositores foram reduzidos a 200 marcas.

O festa de entrega do Oscar aos melhores do cinema mundial (transferida para esse final de abril), acontece, outra vez. em sistema virtual. A covid exige. Mas a turma fashion já está questionando a antiga importância do evento para divulgar as marcas de moda, já que todas elas estão no ambiente virtual com seus filmes e outras iniciativas criativas. Como se vê, o fator pandemia mexeu com a moda muito mais do que se imaginava.


PONTO FINAL

Bacana a iniciativa da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), que marcou o Dia Internacional do Têxtil com uma mensagem informativa. Assim, registra que o setor gera 1,5 milhão de empregos, possui 25,5 mil empresas e 9 bilhões de peças produzidas por ano – só no vestuário. O setor foi pioneiro na industrialização do pais, mas a sua situação atual é dificil – inclusive com varias empresas fechadas. A produção foi quase toda para o Oriente.