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Ministro diz que uso de termelétrica pode ser alternativa para os lagos

Por Adriana Dias / Da Redação

15 de dezembro de 2020

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assegurou que a solução vai partir de todos. / Foto: Divulgação

S. J. DA BARRA – O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participou nesta segunda-feira, 14, de uma reunião com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com o senador Rodrigo Pacheco e com dezenas de prefeitos, parlamentares, representantes da sociedade e lideranças regionais para debater e encontrar uma solução para a situação do nível do reservatório do lago de Furnas e da Bacia Hidrográfica do Entorno da Represa de Furnas e Mascarenhas de Moraes.


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Ao final do encontro, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assegurou que a solução vai partir de todos.

É por isso que o governo federal está hoje aqui presente junto com outras organizações, como a ANA, o ONS, têm o compromisso de elevar a cota do Lago de Furnas para 762. Este é um compromisso que o presidente Jair Bolsonaro assumiu e é um compromisso do Ministério de Minas e Energia, de viabilizar junto com os outros agentes. Evidentemente com o suporte do Congresso Nacional e do Governo do Estado de Minas Gerais. Acredito que esta, que não foi a primeira reunião, melhore a coordenação e governança para que possamos apresentar para a sociedade de forma periódica, a cada 60 ou 90 dias, a evolução destas ações estruturantes para levar a cota para 762. É o que desejamos”, disse.

Questionado sobre de que maneira estes resultados serão sentidos pela população, o ministro salientou que esperam que estes resultados apareçam mais rapidamente possível.

Medidas já foram adotadas desde outubro, como o despacho de todas as usinas termoelétricas disponíveis no país. O emprego das termoelétricas significa que temos objetivo de preservar os reservatórios e, no caso particular de Furnas, recuperar para a cota 762. É desta forma que estamos fazendo”, contou.

Ainda de acordo com a fala de Albuquerque, os moradores podem ficar tranqüilos de que há um compromisso do governo.

Não é um compromisso deste governo, temos que levar a situação da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) com 34 municípios e outros 18 que são dependentes. Nosso compromisso é com a geração futura. Não apenas daqui 20 anos, mas pensando em futuro mesmo e que não venham passar pelo que os moradores passam há mais de 10 anos. Vamos implementar ações nas quais as pessoas possam desenvolver as suas atividades sócio-econômicas com tranqüilidade”, afirmou.

Demanda energética deve ser atendida sem prejudicar região

Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Depois da reunião e em conversa com os jornalistas, o governador Romeu Zema relatou que durante quase três horas todos os presentes puderam se manifestar, principalmente os prefeitos da região do Lago de Furnas e Peixoto, que são os mais afetados.

Conheço bem esta região e sei o quanto esse nível baixo do lago tem custado aos prefeitos, são várias atividades fomentadas pelo lago, como piscicultura, turismo e nós, nos comprometemos junto com o Ministro Bento Albuquerque, com o senador Pacheco, e os órgãos como Agência Nacional das Águas (ANA), o Operador Nacional do Sistema (ONS) de estarmos analisando e criando uma solução para que o nível da represa fique no mínimo adequado, que é o 762, suportável. Não é o ideal, mas é um que não traga tantos danos e prejuízos.

Disse aqui que em algumas regiões o lago não é mais o Mar de Minas, mas o brejo ou pântano de Minas. A represa tem sua função econômica rio abaixo em outras usinas, na hidrovia, mas temos de ter alguma compensação aqui. A Usina de Furnas não pode sozinha ser o grande colchão responsável por receber todas as oscilações que acabam ocorrendo em todas as barragens abaixo. Que este esforço e oscilações sejam compartilhadas. Minas quer contribuir, mas não pode ser isoladamente. Nossa bancada mineira na Câmara dos Deputados, por meio do Diego Andrade tem colaborado muito, o senador a mesma coisa e a Assembleia de Minas também”, disse Zema.

Ainda conforme explicou o governador, foi sugerido por ele que se realizem reuniões a cada três meses com os envolvidos para avaliar se alguma ação foi tomada. “Esta necessidade se deve ao fato de não termos mais uma postura reativa e sim proativa”, garantiu.


Senador

Foto: Divulgação

O senador Rodrigo Pacheco salientou a importância da reunião desta segunda-feira, que pode ser um marco desta luta antiga e duradoura.

Esta é uma luta nacional e Jair Bolsonaro tem conhecimento sobre detalhes do que está acontecendo aqui e este é um momento marcante. Hoje estabelecemos cronograma, compromissos que deverão ser cumpridos e nós como parlamentares temos o papel de fiscalizar, de cobrar, exigir e fazer quantas audiências públicas forem necessárias para darmos satisfações às questões hídricas e energéticas do Brasil”, disse o senador.

O deputado estadual, Cássio Soares disse que a participação uníssona e harmônica pôde ser vista com a presença do governador, do ministro, do senador, de deputados, todos com a voz da sociedade civil, quem confiou a todos para lutar por seus interesses.

“Nosso Lago de Furnas não é mais apenas um patrimônio natural. É também fonte de renda e emprego e o uso múltiplo das águas está sendo defendido por todos nós. Queremos entregar e confiar a vossa excelência ministro a responsabilidade.”