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Minas Gerais corresponde em 51% da produção nacional de café, diz Faemg

25 de Maio de 2022

Na terça-feira, 24, foi comemorado o Dia Nacional do Café

PASSOS – O café, considerado “ouro negro” de Minas Gerais, corresponde em 51% de toda a produção nacional do produto, considerando o biênio 2020/2022, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). Levando em consideração as exportações, 68% dos grãos saem do estado.

O Sistema Faemg aproveitou e parabenizou os cafeicultores e também toda a potência da cultura em torno do produto, em comemoração ao Dia Nacional do Café, nesta terça-feira, 24.

Em nível nacional, o café é o maior produtor e exportador de café do mundo, responsável por 32% da produção mundial, mesmo passando por adversidades climáticas que impactaram a safra, como as fortes geadas do último ano. Na exportação, a fatia brasileira também é de 32% – “ou seja: cerca de 1/3 de todo café consumido no mundo vem de lavouras brasileiras”, reforçou a analista de Agronegócios do Sistema Faemg, Ana Carolina Gomes.

De acordo com dados consolidados do ano de 2021, no país foram produzidas 47,7 milhões de sacas de café, no estado foram 22,1 milhões. Para o mercado externo, ao todo, foram enviados 40,4 milhões de sacas. Em Minas, 27,5 sacas foram exportadas.

Investimento em técnica e gestão

A robusta participação do Brasil e de Minas Gerais no cenário mundial é furto de investimento pesado em tecnologia, capacitação e melhorias constantes na gestão de produção e equipes. Muito disso nasce da excelência dos cursos e programas que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Minas Gerais (Senar-MG) fornece, gratuitamente, voltado para 200 mil pessoas ao ano.

Mas uma das grandes apostas do Sistema Faemg é o Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeGCafé+Forte. Durante quatro anos, o cafeicultor recebe visitas mensais de um técnico especialista que faz um diagnóstico da propriedade para trabalhar junto com o produtor no aprimoramento da gestão e da lavoura. Tudo gratuito e com acompanhamento constante de supervisores e consultores.

O pioneiro dessa iniciativa foi o Programa Café+Forte, criado em 2010. Desde então, ele treinou 350 técnicos de cooperativas, de prefeituras e de sindicatos de produtores rurais, que atuaram junto a 1.110 produtores de 170 municípios do estado em 3 regiões cafeeiras (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Matas de Minas). Hoje, o ATeGCafé+Forte, que iniciou suas atividades em 2016, abrange 4.059 propriedades divididas em 110 grupos. Destes, sete recebem um acompanhamento pós-ciclo, para garantir que o produtor continue com as melhorias.

 

Segurança para o produtor

O cafeicultor que quer garantir ainda mais suporte para sua produção pode ainda contar com soluções específicas para o café oferecidas pela Faemg Digital, como gestão de propriedades, simplificação do processo de certificação, seguros para lavouras, maquinários e de vida para funcionários. No campo da inovação, o Instituto Antônio Ernesto de Salvo, atua com o Programa NovoAgro 4.0, que dispõe de pesquisa e aceleração de startups, que miram na solução de gargalos específicos da cadeia, completando uma rede de produtos e serviços que ampara o produtor para que a cafeicultura siga forte dentro e fora das fronteiras brasileiras.