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Minas Gerais assume segundo lugar entre maiores produtores industriais 

18 de junho de 2021

Indústria mineira é diversificada e emprega mais de um milhão de trabalhadores :/ Divulgação

BELO HORIZONTE – O setor industrial tem grande importância na estrutura econômica e social de Minas Gerais. O estado conta com extensas cadeias produtivas como as do setor extrativo mineral, automotivo, metalúrgico, têxtil, alimentício, químico e farmacêutico. Em estudo divulgado no mês de maio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a participação mineira no PIB do setor no país passou da segunda para a terceira posição.

O PIB industrial mineiro somou R$ 142,8 bilhões em 2018, representando 26,5% do total do estado. Entre 2002 e 2018, essa representatividade foi, em média, de 28,8%, acima da média nacional, que registrou 25,5% de participação no mesmo período. Em 2018, essa participação era de 21,8% na média nacional, confirmando um peso maior do setor industrial na economia mineira que na brasileira.
O setor é ainda um importante gerador de emprego e renda, com 1.141.944 trabalhadores em Minas Gerais (dados de 2019), de acordo o Ministério da Economia, o que representa 23,1% do total de empregos formais no estado. A massa salarial paga pela indústria compreendeu aproximadamente 22,7% do total de Minas Gerais em 2019.

De acordo com o Ministério da Economia, a indústria é a principal geradora de divisas de Minas Gerais, respondendo por cerca de 80% do valor exportado pelo estado. Em 2019, o setor exportou US$ 20,21 bilhões, principalmente para mercados como China, Estados Unidos, Europa e Argentina.

Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG) mostram que o setor industrial é o principal contribuinte na arrecadação tributária do estado. Juntas, as atividades extrativas e de transformação respondem por 49,9% do ICMS estadual. Se considerarmos também as atividades de distribuição de energia, essa contribuição atingiu 65% do total de ICMS arrecadado em Minas Gerais em 2019.

Participação ampliada

Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que, em uma década, ocorreu uma importante desconcentração da indústria brasileira, com redução da participação da região Sudeste no PIB industrial e aumento da participação das demais regiões geográficas: Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. A pesquisa comparou os biênios 2007-2008 e 2017-2018.

Na região Sudeste, Minas Gerais foi o único estado que ampliou a participação na produção industrial nacional total, com aumento de 0,4 ponto percentual na comparação entre os biênios 2007-2008 e 2017-2018. Em contraste, os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo foram os que obtiveram as maiores quedas entre os 26 estados e o Distrito Federal – cerca de 4,4 pontos percentuais e 2,9 pontos percentuais, respectivamente.

Com esse resultado, Minas Gerais assumiu a segunda posição no ranking de maiores produtores industriais do Brasil, ultrapassando o Rio de Janeiro. Essa performance foi puxada, principalmente, pelo ganho de participação das indústrias extrativa e da construção, que avançaram 16,6 pontos percentuais e 1,3 ponto percentual, respectivamente, na comparação entre os biênios 2007-2008 e 2017-2018.

Impulsionado pelos aumentos dos preços e da produção de minério de ferro, Minas Gerais registrou o maior crescimento na participação do valor adicionado da indústria extrativa brasileira. O estado aumentou sua participação de 6,8%, no biênio 2007-2008, para 19,4%, no biênio 2017-2018.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, se diz confiante no cenário econômico futuro. “Acreditamos que a indústria deve crescer em torno de 4% neste ano, puxada pelos segmentos comoditizados e pelas exportações, mas também por setores do consumo interno. Isso já ficou bastante evidente nos primeiros três meses com um grande número de contratações. Estamos esperançosos com essa retomada econômica”, diz Roscoe.

Setor contribui com ações no combate a Covid-19

BELO HORIZONTE – A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), representando o setor produtivo do estado, adquiriu 200 câmaras frias que servirão para o armazenamento das vacinas contra a Covid-19. A entrega simbólica dos equipamentos ao Estado foi realizada no dia 26/05, na sede da Federação, e o governador Romeu Zema agradeceu o engajamento e apoio do setor produtivo.

“É uma doação de suma importância para o combate à pandemia. O lote doado pelo setor industrial será distribuído para as cidades que mais precisam”, afirmou, lembrando que o governo estadual vem se empenhando no processo de vacinação. “O que mais queremos é vacina nos braços dos mineiros”, ressaltou.

A iniciativa da Fiemg, por meio de seu Conselho Estratégico, que reúne os principais industriais de Minas Gerais, como Rafael Menin, da MRV, e Eugênio Mattar, da Localiza, integra as ações da campanha Unidos pela Vacina. A aquisição das primeiras 200 câmaras frias e a distribuição de vários insumos pelas empresas associadas beneficiará 324 municípios, sanando um gargalo na vacinação do estado, que é a perda de doses por falta de local adequado de armazenamento. Na segunda etapa, que se iniciará em junho, novos equipamentos serão distribuídos e a previsão é alcançar mais de 400 municípios em todo o estado.

“Foi mais uma ação de apoio ao gesto vacinal do estado. Muitos municípios não possuem a infraestrutura necessária para receberem e armazenarem as vacinas. A Fiemg realizou a mobilização das indústrias de Minas Gerais para a compra das câmaras frias, que serão entregues, diretamente, às secretarias de Saúde dos municípios beneficiados”, afirmou Flávio Roscoe, presidente da Fiemg.

Iniciativas da Fiemg

Desde o início da pandemia da Covid-19, a Fiemg concentrou esforços para mobilizar as indústrias do estado a se unirem em favor da vida em uma campanha solidária para reforçar os serviços públicos de saúde, disseminar medidas educativas para conter a proliferação do vírus e ainda atuou no diálogo com o Poder Público para a elaboração de medidas que contribuíssem para a preservação dos empregos neste momento tão desafiador.