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Minas atinge 97,6% de vacinação contra a aftosa

22 de julho de 2021

MAIS DE 350 MIL PRODUTORES RURAIS EM MINAS JÁ VACINARAM O REBANHO DURANTE A CAMPANHA. / Foto: Divulgação

BELO HORIZONTE – Cerca de 24 milhões de bovinos e bubalinos foram vacinados contra a aftosa em Minas Gerais. Segundo informações do governo mineiro, o estado alcançou índice médio de 97,6% de imunização. Mais de 350 mil produtores rurais vacinaram o rebanho durante campanha realizada a partir de 1º de maio e prorrogada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) até 18 de junho em razão da pandemia de covid-19.

A declaração da vacinação feita pelos pecuaristas junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), teve o prazo estendido até 28 de junho. Esses dados foram analisados diariamente pela Gerência de Defesa Sanitária Animal (GDA), por meio do Sistema de Defesa Agropecuária (Sidagro).

De acordo com o coordenador estadual do Programa de Vigilância para a Febre Aftosa, fiscal do IMA Natanael Lamas Dias, o sucesso na vacinação é devido ao comprometimento do produtor e ao gerenciamento da campanha.

Apesar da pandemia, o alto índice alcançado confirma o cuidado do produtor rural com a sanidade do seu rebanho. Todas as regiões do estado fecharam com índices acima de 90%, atendendo ao planejado pelo programa de vacinação contra febre aftosa. Porém, tivemos problemas pontuais em alguns municípios”, pondera.

O fiscal do IMA e responsável pelo levantamento dos dados no Sidagro, Guaraciaba Santana, lembra que a GDA monitorou diariamente a campanha em todo o estado. “Um fator muito importante para o desempenho da campanha é a conscientização do produtor rural aliada a divulgação dos prazos a serem cumpridos conforme legislação vigente”, observa.

O Plano Estratégico de Retirada da Vacinação do Programa Nacional de Vigilância para febre Aftosa (Pnefa) tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa, ampliando zonas livres da doença sem vacinação e protegendo o patrimônio pecuário nacional. Está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), convergindo com os esforços para a erradicação da doença na América do Sul.

Para realizar a transição de status sanitário, foram considerados critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais, que resultaram no agrupamento das unidades da federação em cinco blocos. Minas Gerais pertence ao Bloco IV, na busca do novo status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação, juntamente com Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins, Distrito Federal e parte do Mato Grosso.

Atualmente, a imunização dos animais é fundamental para Minas manter o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa com vacinação, status concedido pela Organização Mundial de Saúde (OIE), e que mantém importantes acordos internacionais.