Destaques Do Leitor

Meu pai, Sr Dic

12 de dezembro de 2020

Meu querido pai Alfredo Ponssancini (Sr. Dico). Eu não esqueço daquele dia onze de dezembro de 1994. Era o jogo do Corinthians, e era jogaço, de decisão, do final do ano. Daí o senhor mandou me chamar para eu ir assistir ao jogo junto minhas filhas, a Deyse e Vanessa, ainda pequenas. Tinham ido à missa na igreja São Francisco. A gente estava vendo o jogo, quando a Rilda chegou e disse assim: pai o Corinthians já ganhou e vinha vindo o carro do Durval Felix, tocando hino do Corinthians.

O meu pai me pediu que eu o levasse até na porta da cozinha e ele levantou as mãos para o céu e disse por três vezes, “graças a Deus” e jogando o seu chapéu, e riu que riu, mas depois foi sentindo mal e foi caindo para o meu lado. Eu peguei a cadeira e assentei meu pai e ele foi gemendo e dizendo assim: Ai! Que dor no peito forte.

E na horta havia pé de parreira, cheia de cachos de uva, pé de jabuticaba, pé de pêssego cheio daqueles pêssegos bem amarelos, que eu fazia doces todo final de ano, e então ele foi gemendo tanto por fim deu aquele roncado. Eu e a mamãe nós ficamos desesperadas e pedi minha filha Vanessa para chamar o Zezinho da dona Aldaíza para levar o papai para Santa Casa. O Zezinho carregou o papai no colo e colocou no banco de trás do carro e a mamãe foi junto e falou para mim se o telefone tocar eu atender. Uns 15 minutos depois tocou eu atendi e era o Zezinho nos convocando a todos para ir para a Santa Casa.

Quando chegamos meu querido Pai lá estava naquela pedra fria tampado com lençol azul da cor dos olhos e camisa azul: foi aquela tristeza que só Deus sabe. O papai se chamava Alfredo Ponssancini (Sr. Dico) e foi morar com o Deus do universo. Agora Deus confortou nosso coração e ficou saudades e mais saudades do meu querido papai.

Renivalda Ponssancini Borges – Passos/MG


Vacina

Com mais de 700 mortes de brasileiros por dia pela covid-19, o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro continuam com a discussão sem nexo sobre a necessidade de iniciar a vacinação o mais rápido possível, mesmo porque vários países do Primeiro Mundo já o fizeram. Emergência é como pronto-socorro e ninguém pode adiar a internação no pronto-socorro.

Cláudio Moschella – São Paulo/SP