Destaques Moda

Mercado eco

POR WAGNER PENNA / Especial para a Folha

21 de dezembro de 2020

Look da marca Manui Brasil, na Brasil Eco Fashion. / Foto: Divulgação

Um dos painéis mais interessantes do evento Brasil Eco Fashion (mostra virtual de moda sustentável) foi o que debateu a visibilidade dos canais indicativos da transparência na produção de moda. O próprio evento desenvolveu um aplicativo com a plataforma Mercado Eco, que disponibiliza tecnologias adequadas ao acompanhamento e rastreamento dessas atividades. Assim, fica garantido o cumprimento das regras essenciais ao comércio fashion linkado à produção limpa, comércio justo e muito mais.

Além da visualização dos produtos de cerca de 60 marcas participantes, a plataforma Mercado Eco oferece a possibilidade das empresas descreverem processos, identificando origem, fornecedores, custos, etapas de produção e diferenciais de cada peça. O sistema pode ser acessado pelo smartphone ou pelo site brasilecofashion.com.bre também possibilita que empresas participantes gerem um QRcode com criptografia em blockchain de cada produto. Vale a pena conferir.


VAIVÉM

O estilista Eduardo Amarante lançou sua própria grife, a Amarante, e com sucesso garantido. Além do seu talento para criar e sintonia com as mudanças da moda, sua marca já começou fazendo parte do grupo catarinense La Moda, isto é, com uma infraestrutura de comercialização invejável. Para o grande público, a novidade acontecerá no início do ano, com direito a desfile (presencial e virtual) e muito mais. Só para lembrar: durante anos o Amarante foi estilista da marca-sucesso Skazi.

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Novidade das grandes no mercado têxtil nacional: um grupo de 21 investidores se reuniu e comprou a Santista – que até há alguns anos era a maior fabricante de índigo do pais. Pertenceu ao grupo Alpargatas (com percentual argentino), depois foi vendida aos mexicanos e, agora, retorna ao capital verde-amarelo. Pelo visto, 2021 será quente na moda brasileira.

PONTO FINAL

Um segmento que já foi o carro-chefe da moda mineira, a moda-festa definitivamente deixou sua liderança para outros segmentos. Além da reacomodação cíclica do próprio mercado, contou a onda da pandemia que baixou a bola da consumidora para comemorações festivas. Agora, o estilo mais despojado é que conta e as marcas mineiras já entraram na onda. Os lançamentos do inverno 2021, que serão iniciados em janeiro, certamente apontarão esse novo caminho. A conferir!