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Médico passense, já vacinado, defende o uso do imunizante

Por Adriana Dias / Redação

19 de janeiro de 2021

Foto: Divulgação

PASSOS – O médico passense Thales Chelala Toledo, graduado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP), residente de Clínica Médica na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, atualmente trabalha na Unidade de Pronto Atendimento do Hospital Albert Einstein, no Morumbi, e no Hospital das Clínicas da FMUSP, ambos na capital paulista, é o primeiro passense a receber a dose de vacina contra o coronavírus. Ele foi vacinado no domingo, 17, e em entrevista nesta segunda-feira, 18, diz defender o uso do medicamento. Foi um dos primeiros 40 a ser imunizado no domingo e agora deve tomar outra dose em 3 semanas, dependendo do Ministério da Saúde.


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Desde começo da pandemia ele vem trabalhando na assistência de casos de coronavírus.

Hoje em dia atendo tanto pacientes com quadro de coronavírus quanto também com outras doenças. Eu vejo a vacina, no momento, com uma oportunidade e esperança para que consigamos um melhor controle sobre a disseminação do vírus da covid-19. Depois de quase 1 ano de pandemia aqui no Brasil a gente não tem nenhuma medicação que seja capaz de prevenir contágio ou prevenção de formas mais severas da doença. Então, nesse contexto de novo aumento nos números de casos, aumento de internação e sobrecarga dos serviços de saúde, a vacina é sim uma oportunidade de se conseguir algo que até agora não foi possível, que é o controle da pandemia. Em vista do momento que estamos vivendo e da falta de soluções alternativas eu vejo sim a vacina como uma esperança de termos um futuro melhor pela frente”, salientou Chelala.

Questionado sobre a importância da imunização, o médico afirma que este é um momento de falar tanto da forma individual quanto da imunidade coletiva.

Em relação à imunidade individual eu espero que se um indivíduo vacinado entre em contato com o vírus da covid-19 ele não desenvolva sintomas ou, se desenvolver, que sejam sintomas mais brandos, que não necessite por exemplo de internação hospitalar. Nesse contexto eu me sinto mais seguro após a realização da vacina feita no domingo, pois ainda não tive a doença e tenho uma exposição de alto risco devido à minha profissão”, disse.

Já com relação à imunidade coletiva, Thales Chelala aponta que é aquela que surge quando muitas pessoas já estão imunes contra infecção, e ele espera que se reduza a transmissão viral e como consequência há uma proteção populacional, com diminuição da taxa de infecção e número de casos.

Para atingir essa imunidade coletiva é necessário que haja vacinação em massa da população e só nos próximos meses a gente terá maior certeza em relação à efetividade da vacina nesse aspecto, considerando a eficácia dos estudos realizados previamente”, alertou.

Conforme Thales, sobre os critérios pelos quais ele passou para ser um dos que recebeu a vacina, ele contou que no domingo, após o anúncio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a liberação para seu uso emergencial, já havia uma concentração inicial e uma expectativa de haver um evento simbólico promovido pelo governo Estadual.

Eu estava de plantão no Hospital das Clínicas no domingo e surgiu a oportunidade de participar da vacinação. Eu e os demais vacinados neste dia, cerca de 100 pessoas, representamos todos aqueles que acreditam que a vacinação possa ser uma forma de aliviar essa situação que estamos vivendo há quase um ano. A Anvisa irá monitorar essa fase inicial de vacinação e com aumento do número de vacinados poderemos ter mais dados em relação à vacina. Esta vacina aplicada no domingo foi a da Coronavac, produzida pelo instituto Butantã, em parceria com o laboratório Sinovac, da China, na qual é utilizado vírus inativados fazendo com que nosso sistema imunológico identifique o invasor e produza defesas contra ele. Nos estudos prévios da vacina não foram identificados efeitos colaterais graves o que garante uma boa segurança. Desde o momento da aplicação até agora, 15h, portanto 24 horas depois, não apresentei nenhum efeito colateral ou reação adversa à vacina. Visto a eficácia demonstrada nos estudos prévios é necessário vacinação de grande parte da população para que o objetivo seja alcançado”, salientou o passense.