Destaques Do Leitor

Mariana Ferrer

6 de novembro de 2020

André de Camargo Aranha é acusado de ter estuprado Mariana Ferrer durante uma festa, em 2018. O caso corria na Justiça e chegou ao fim com a absolvição do estuprador, tendo o juiz declarado o caso como ‘estupro culposo’, um crime que não é previsto em lei e, portanto, não pode ser punido. Além da absolvição totalmente injusta e absurda, Mariana Ferrer foi completamente humilhada durante a audiência, tendo sua índole questionada e sendo ofendida publicamente de diversas maneiras.

Esse caso demonstra claramente as voltas que o Estado consegue fazer para proteger um homem rico e influente, enquanto por outro lado humilha e destrói a imagem da vítima, que deveria ser a pessoa protegida. É inadmissível que essa sentença permaneça dessa forma e que nada seja feito. A sociedade e as instâncias mais altas da Justiça devem cobrar todos os envolvidos nesse julgamento e garantir que o estuprador seja devidamente condenado e que Mariana Ferrer seja protegida e defendida depois de passar por tantas humilhações.

Guto Cardoso – Belo Horizonte/MG


Desigualdade na Justiça

André Aranha foi acusado de estupro com provas concretas e foi absolvido, tendo o juiz ainda inventado a condenação por ‘estupro culposo’, crime que não existe e, logo, não pode ser punido. Ao observar o absurdo desse caso, é possível refletir sobre como a Justiça brasileira defende homens brancos e ricos acima de tudo, enquanto, por outro lado, Rafael Braga foi condenado a 11 anos de prisão por andar com uma garrafa de Pinho Sol, nada que provasse que ele era traficante. A diferença na forma da condenação está no fato de que Rafael Braga é um homem negro e pobre, que a Justiça persegue e condena cegamente. Essa é a triste realidade do Brasil, mas é preciso que as pessoas acordem, se revoltem e não permitam que injustiças como essa e inúmeras outras continuem acontecendo.

Eduardo Martins – Belo Horizonte /MG