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Mais quente da história

8 de outubro de 2020

Em mais um sinal claro do processo de aquecimento global pelo qual está passado o planeta, o mês passado foi o setembro mais quente registrado no registro histórico, anunciou nesta quarta-feira, 7, o Serviço de Mudança Climática Copernicus, do Programa de Observação da Terra da União Europeia, que registra essa informação desde 1979. Com base no observado nos primeiros nove meses do ano, a instituição estima que 2020 pode bater os recordes de temperatura e se tornar o mais quente já registrado, superando 2016.


O que você também vai ler neste artigo:

  • Média global
  • Diferentes pontos
  • Sensação térmica
  • Magnitude e persistência
  • Cobertura glacial

Média global

A média global foi 0,05°C superior à observada em setembro do ano passado, até então o recorde de mais quente da série histórica para o mês. Este ano, a média para setembro superou ainda em 0,63ºC a média geral para o mês (registrada entre 1981 e 2010) e em 0,08ºC a média para o mesmo mês em 2016 – que, como um todo, foi o ano mais quente já registrado na história e teve o segundo setembro mais quente do registro.

Diferentes pontos

Esse aumento na temperatura do ar foi registrado em diferentes pontos do planeta, como no norte da Sibéria, no Oriente Médio, em partes da América do Sul, Austrália e Europa. Nos Estados Unidos, Los Angeles chegou a registrar 49°C. Esse calor também foi observado no mês passado no Brasil, com vários dias de temperatura acima da média e quebras de recordes, que se mantiveram agora em outubro, culminando em um alerta de risco de morte emitido pelo Inmet nesta terça-feira.

Sensação térmica

A onda de calor que se espalha por todo o País nas últimas duas semanas tem sido particularmente forte no Centro-Oeste e no Estado de São Paulo. Esta terça-feira, 6, foi o 11° dia consecutivo em que o interior paulista registrou temperaturas acima de 40°C, em algumas cidades com sensação térmica de 45ºC, como em Barretos. De acordo com o Inmet, na terça a histórica onda de calor atingiu temperaturas de 44°C no norte do MS em Coxim e de 42,4°C no oeste de São Paulo, em Dracena.

Magnitude e persistência

Já o Ártico tem apresentado aquecimento desde a primavera do hemisfério norte, em um período que o relatório classifica como “incomum por sua magnitude e persistência”. Ainda em maio, a região apresentou temperaturas até 10°C mais elevadas que o normal, segundo o Copernicus. Em junho, bateu o recorde de 38°C, de acordo com a Organização Meteorológica
Mundial (OMM).

Cobertura glacial

O Copernicus também alertou que, em setembro deste ano, a cobertura glacial no mar ártico teve sua segunda menor extensão registrada desde o início da série histórica. “Em 2020, houve um declínio de rapidez incomum na cobertura de gelo durante junho e julho, na mesma região em que temperaturas acima da média foram registradas, pré-condicionando o mínimo de gelo marítimo a ser particularmente baixo este ano”, afirmou em nota à imprensa Carlo Buontempo, diretor do Copernicus.