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Maioria dos municípios da região tem despesas maiores que receitas

19 de outubro de 2020

Foto: Divulgação

PASSOS — A maioria dos municípios da região não tem receita suficiente para suprir suas despesas. Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), referentes ao período de janeiro a agosto deste ano, 58.33% das 24 cidades do entorno apresentam déficit entre o que é gasto e o que é arrecadado. Com diferença negativa de R$6,3 milhões, Delfinópolis pode ser considerado o município com maior desequilíbrio financeiro. No território, foram arrecadados R$21,3 milhões, enquanto os gastos, até o oitavo mês deste ano, foram de R$27,6 milhões.

Entre os recursos recebidos, a maioria foi proveniente de transferências correntes (R$17,6 milhões)), receita de serviços (R$1,4 milhão) e impostos, taxas ou contribuições de melhoria (R$991 mil). Já entre os custos ou investimentos, a maior parte destinou-se à Secretaria de Saúde (R$8,2 milhões), à Secretaria de Viação e Transporte (R$5,9 milhões) e à Secretaria de Educação (R$4,4 milhões). Na sequência, aparece Guapé, com déficit de R$6 milhões. Até a última atualização do tribunal, o município havia recebido R$33 milhões e despendido R$39 milhões. Os principais recursos vieram de transferências correntes (R$28,1 milhões), serviços (R$1,7 milhão) e impostos (R$1,7 milhão). Em contrapartida, os maiores gastos estiveram relacionados a obras (R$3,6 milhões), ao bloco de atenção básica (R$3,6 milhões) e à Secretaria de Saúde (R$3,3 milhões).

Na contramão da maioria das cidades da região, dez municípios registraram receita maior do que o total de despesas. Passos, com arrecadação de R$209,5 milhões e gasto de 175,2 milhões, teve um saldo positivo de R$34,3 milhões.
Ainda no território passense, a maior quantia recebida veio de transferências correntes (R$137,7 milhões). Em seguida, estão impostos e taxas (R$42,3 milhões) e receita de serviços (R$19,5 milhões). Em relação às despesas, a maioria foi direcionada ao Fundo Municipal de Saúde (R$52,1 milhões), à Educação Básica (R$32,9 milhões) e ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (R$21,1 milhões).

Alpinópolis aparece como o segundo município com maior saldo positivo: R$4,5 milhões. De janeiro a agosto, foram recebidos R$34,5 milhões e gastos R$30 milhões. Na localidade, os maiores valores adquiridos foram oriundos de transferências correntes (R$28,6 milhões), impostos e taxas (R$3,4 milhões) e transferências de capital (R$1,5 milhão).

Quanto aos gastos do município, a maior parte destinou-se ao Fundo Municipal de Saúde (R$12,6 milhões), ao Departamento Municipal de Obras Públicas (R$4,2 milhões) e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (R$3,4 milhões).