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Limite de passageiros gera filas de até 3 horas em balsas de Delfinópolis

Por Adriana Dias / Redação

21 de agosto de 2021

novas normas limitam número de passageiros nas balsas e geram filas em Delfinópolis./ Foto: Divulgação.

DELFINÓPOLIS – Devido a novas normas impostas pela Marinha do Brasil, a Prefeitura de Delfinópolis informou aos usuários das três balsas que fazem a travessia no município que o número de pessoas autorizadas a utilizar o transporte deverá respeitar o Certificado de Segurança da Navegação (CSN) das embarcações.

No total, as três balsas comportam 130 pessoas por vez. A medida pegou os usuários de surpresa e tem acarretado filas de espera de até 3 horas em horários de pico, como 5h30 da manhã e 17h. A prefeita da cidade, Suely Lemos, disse que tem buscado alternativas para resolver o problema.

“Fiquei indignada, afinal, na fila estão homens e mulheres trabalhadores que ficam durante horas para atravessar a balsa a pé. Pessoas que precisam chegar ao serviço bem cedo e saem de casa de madrugada, mas não conseguem chegar ao trabalho a tempo, porque as balsas estão com limite de passageiros. Depois que eu vi essa vergonha, entrei em contato imediatamente com a Marinha, para que autorizassem a passagem de mais pessoas na balsa, e eles me disseram que a quantidade de passageiros e veículos (carga) é definida no Certificado de Segurança da Navegação (CSN) da embarcação. E quem precisa correr atrás deste certificado é Furnas Centrais Elétricas”, afirmou a prefeita.

Segundo ela, a administração tem cobrado investimentos de Furnas para que as balsas se adéquem ao Certificado de Segurança. “Sabemos que a solução definitiva para este problema é a construção da ponte, por isso a administração municipal segue trabalhando em busca desta conquista”, informou a chefe do Executivo.

As embarcações têm limite de capacidade de passageiros, a Balsa Canastra, que utiliza rebocador com três tripulantes, tem capacidade de 33 veículos e pode transportar 50 passageiros. Na Rio Grande IV, cabem 18 veículos, 33 passageiros e quatro tripulantes e, na São João Batista do Glória, são permitidos dez carros, 47 passageiros e três tripulantes. De acordo com a prefeitura, a Marinha orientou o município que está sendo descumprida a norma, o que pode gerar interdição das embarcações.

Suely disse que para dar uma solução ao problema emergencial, agendou uma reunião com o presidente de Furnas, Clovis Torres, na próxima terça-feira, 31, quando vai cobrar medidas de imediato.

“Delfinópolis hoje é o segundo maior produtor de banana prata do Estado de Minas Gerais e ainda o maior produtor de soja do Sul e Sudoeste do Estado, sendo que nossa produção agropecuária anual é estimada em R$279 milhões, além disso, nossa região da Canastra é uma potência no turismo. Eu não vou ficar vendo cenas como estas filas e mais filas e ficar calada, e vou exigir investimentos de Furnas para uma solução rápida”, apontou Suely.

Para o gerente-geral a empresa Brasnica unidade Delfinópolis, Leonardo Costa, que tem centenas de colaboradores que atravessam a balsa diariamente, esta situação nunca foi fácil, porém há alguns dias principalmente travessia de pedestre ficou horrível.

“Antes era mais complicado ou mais difícil travessia de veículos e agora de pessoas. Muitos trabalhadores, principalmente que atuam na zona rural de Delfinópolis moram em cidades vizinhas e precisam atravessar a pé. Nos horários de chegada e saída de Delfinópolis está um caos, é cerca de 300 pessoas nestes momentos na fila. É desumano. Imagina ficar no sol ou na chuva? E por horas”, disse.

Até o fechamento desta edição, Furnas e a Marinha não responderam aos questionamentos.