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Levantamento aponta prejuízo de R$6,7 milhões em Capitólio

Por Gabriella Alux/ Especial

20 de abril de 2021

"Os prejuízos com a onda roxa são incalculáveis e a consequência maior dessa situação é a fome, pois temos famílias em situação de pobreza", diz presidente da Aciac, Eliza Soares Pereira. / Foto: Divulgação

PASSOS – De acordo com uma pesquisa feita com 39 empresas pela Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capitólio (Aciac), o impacto da onda roxa no município foi de R$6,7 milhões. Segundo a pesquisa feita pela instituição, 29 funcionários foram demitidos desde o início da pandemia, 11 empresas estão sem capital de giro e 25 contraíram empréstimo ou estão em renegociação de dívidas.

A presidente da Aciac, Eliza Soares Pereira, afirma que a onda roxa ampliou a crise nas empresas e municípios quem têm o turismo como principal atividade econômica.

Fizemos uma pequena pesquisa entre nossos associados e os resultados já mostram uma situação caótica, mesmo sendo apenas uma amostra, pois os números absolutos são muito maiores. Os prejuízos com a onda roxa são incalculáveis e a consequência maior dessa situação é a fome, pois temos famílias em situação de pobreza. A solução é achar um equilíbrio na economia e saúde”, disse.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Capitólio, Gustavo de Paiva Resende Toledo, por conta da pandemia, o município ficou fechado para o turismo durante 200 dias.

A atividade turística local representa, no mínimo, 70% do Produto Interno Bruto (PIB). Temos em torno de 500 empresas cadastradas e, se considerarmos que cada uma emprega duas pessoas, tivemos cerca de mil funcionários sem trabalhar nos últimos meses”, afirma.

O empresário Lucas Arantes Barros conta que o fechamento de seu hostel em Capitólio por mais de um mês por conta da onda roxa agravou as dificuldades financeiras.

O prejuízo foi muito grande, se não tivéssemos feito um empréstimo na cooperativa local, não teríamos condições de manter as atividades do hostel. Temos somente um funcionário, que demos férias para não aumentar o prejuízo, e nossos parceiros, que fazem os passeios, também sofreram muito com seus pilotos, motoristas e prestadores de serviços”, disse.

O presidente do Circuito Turístico Nascentes das Gerais e Canastra, José Eduardo de Almeida, relata que nas 18 cidades que a associação abrange foram registrados prejuízos e desemprego no setor de turismo, incluindo hotéis, pousadas, passeios, postos de combustíveis, padarias, supermercados, restaurantes e outros.

Ainda estamos fazendo um estudo, a ser apresentado até o final neste semestre, com os dados exatos do prejuízo e desemprego na região. No mais, como associação, estamos trabalhando para que possamos recomeçar os trabalhos dos setores de turismo o quanto antes, seguindo os protocolos de saúde estipulados pelo estado municípios. As expectativas para os próximos meses são positivas. A retomada do turismo, por mais que seja lenta, vai existir e trabalhamos para que toda a região seja beneficiada”, relatou Almeida.

O Circuito Turístico abrange Alpinópolis, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Guapé, Ibiraci, Ilicínea, Itaú de Minas, Passos, Piumhi, Pratápolis, São José da Barra, São Roque de Minas, São João Batista do Glória, Tapira e Vargem Bonita.