Destaques Do Leitor

Lago de Furnas

17 de novembro de 2020

Por que a cota mínima de 762 m (A.N.M.) do Lago de Furnas? Todos chamam para manter a cota mínima de 762 m do Lago de Furnas, argumentando melhorias na navegação, turismo, piscicultura, irrigação, etc. Porém, a meu ver, o principal motivo (técnico) é quanto maior a queda d’água nas turbinas, maior é o rendimento das mesmas. Quanto menor é a queda, mais água elas requerem para gerar a mesma potência máxima.

Sendo a cota máxima do reservatório de 768 m e a cota mínima de funcionamento da turbina de 750 m, tem se uma diferença de 18 metros. O reservatório da cota máxima de 768 m, provê uma queda d’água de 92 m, logicamente na cota mínima de 750 m, a queda resulta em 74 m. Em fins do século 19 (1890 aproximadamente), o europeu Escher Wise ganhou o prémio (equivalente ao Nobel de Física) por subdividir a concha de uma turbina hidráulica Pelton em duas metades, conseguindo um aumento no rendimento da mesma em 0,2% (zero vírgula dois por cento).

Num futuro não muito distante, quando haverá energia fotovoltaica e eólica suficientes para não sobrecarregarmos a hidrelétrica, conseguiremos manter o nível d’água sempre no máximo, somente usando a água que chega da bacia hidrográfica para gerar energia elétrica complementar. Sendo assim, além de atender aos apelos anteriormente referidos, o rendimento da máquina hidráulica passará de 80,43% na cota mínima, para 100% na cota máxima (V. Q e S), ou seja, um rendimento aproximadamente 100 vezes maior ao que conseguiu Escher Wise.

Eng. João B. Meloni – Passos/MG


Apagão no Amapá

No apagão no Amapá, resultante da negligência e da irresponsabilidade dos que deveriam fiscalizar o sistema, estes não deveriam ser obrigados a assumir os custos da contratação das usinas térmicas? É justo todos termos de pagar por isso?

Luiz Frid – São Paulo/SP