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Inhotim planeja sua reabertura

14 de agosto de 2020

O Instituto Inhotim, em Minas, é principal museu a céu aberto do Brasil. / Foto: Divulgação

O Instituto Inhotim, principal museu a céu aberto do Brasil, demitiu 84 pessoas entre maio e junho em decorrência da paralisação de suas atividades provocada pela pandemia de covid-19. Apesar das demissões, o Instituto ainda planeja sua reabertura e conta atualmente com 351 funcionários.

Por meio da assessoria de imprensa, o Instituto afirmou que “a reabertura está condicionada unicamente a um consenso entre os órgãos oficiais de saúde e turismo, que determinará quando for seguro para funcionários, visitantes e moradores de Brumadinho.” O museu informa ainda que, “mesmo sem ter ainda data definida, o Inhotim já está trabalhando em um plano de reabertura, que será divulgado em breve”.

Ainda de acordo com o Instituto, 74,5% do seu quadro de funcionários é composto por moradores de Brumadinho e 75,6% por pessoas em situação vulnerável e o museu teria priorizado a manutenção desses colaboradores. “É com eles nosso compromisso maior, e é pelo bem-estar deles que Inhotim zela para passar pelo cenário de pandemia gerando o menor prejuízo possível.

Do total de funcionários ativos no museu, 212 estão em trabalho remoto e 139, necessários para a manutenção do parque e das galerias, estão trabalhando em um esquema especial de rodízio de acordo com normas estipuladas pelos órgãos de saúde. Nenhum funcionário do Inhotim foi diagnosticado com covid-19.

Crises sucessivas

O instituto, localizado no município de Brumadinho, em Minas Gerais, já vinha de outras crises, depois que o rompimento da barragem de Córrego do Feijão, da Vale, provocou 259 mortes em janeiro de 2019. As dependências do museu não chegaram a ser afetadas, mas metade dos funcionários à época foram atingidos pela tragédia e o instituto viu o número de visitantes cair bruscamente após o ocorrido.

Em janeiro de 2019, ao anunciar o adiamento de sua reabertura, o Instituto, em nota oficial, informou que vinha acompanhando de perto os desdobramentos do desastre “e continua mobilizada para prestar apoio à comunidade e aos atingidos pelo rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão. A tragédia provocou impactos imediatos no Instituto, uma vez que, dos cerca de 600 funcionários que emprega, 80% moram na região. Desses, 41 têm familiares desaparecidos ou com óbito declarado, e os demais procuram por amigos e pessoas conhecidas. O cenário está sendo diariamente avaliado pelo Comitê de Crise formado para entender os impactos do desastre e traçar medidas em conjunto com os órgãos competentes em busca de minimizar danos. Sendo uma instituição referência na região e entendendo que o desastre deixará marcas profundas e duradouras, o Inhotim está ciente que terá um papel crucial na recuperação de uma cidade abalada nos próximos anos. Cultura, arte, meio ambiente e educação, os grandes pilares do Instituto, são fundamentais para o desenvolvimento humano e da sociedade e continuarão sendo ponto de partida para a definição de ações futuras”, afirmou a nota.

Ainda em 2017, o idealizador do Inhotim, Bernardo Paz, havia sido condenado a 9 anos e três meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro, mas foi inocentado em segunda instância em fevereiro deste ano.